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Estado de Minas CINEMA

Antonio Calloni fala sobre o filme que retrata a operação Lava Jato

O ator interpreta um dos delegados da Polícia Federal no filme que fala sobre a investigação comandada pela instituição


postado em 11/09/2017 14:03

"Corrupção mata, é um crime hediondo. Não é brincadeira não. A gente tá sentindo isso no Rio de Janeiro, no Brasil de um modo geral", diz o ator Antonio Calloni, um dos protagonistas do filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos, que fala sobre a operação Lava Jato e estreou nos cinemas na quinta, dia 7 de setembro. O ator concedeu entrevista ao programa Conversa com Roseann Kennedy, da TV Brasil.

Na trama sobre a atuação da Polícia Federal (PF) na mais famosa operação realziada pela instituição, são mesclados elementos de ficção com fatos e personagens reais. Calloni interpreta um delegado da PF, que é um dos principais investigadores do esquema de corrupção – ao lado do juiz Sérgio Moro, interpretado por Marcelo Serrado.

Segundo o ator global, o combate a esse tipo de comportamento exige um envolvimento maior dos brasileiros. "A gente é capaz de dar a volta por cima, por meio do nosso trabalho, principalmente. Eu acho que a função política mais nobre é o nosso trabalho", comenta Antonio Calloni, que também é escritor com vários livros publicados.

Ainda sobre o filme, o intérprete de Rachid na famosa novela O Clone (2001), considera que o componente político é inevitável, porque o assunto é efervescente. Não há como evitar o debate político em torno de questões que mexem tanto com a vida dos brasileiros: "A gente nem quer evitar essa discussão política, porque seria até ingenuidade da nossa parte. Mas a gente só espera que o debate seja bom, que o debate seja saudável".

Abaixo, o trailer do filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos:



Calloni afirma que o filme pode estimular o debate de maneira inteligente. "Por um lado, é uma coisa triste ver as coisas que estão acontecendo. E, por outro, é legal porque o povo tá começando a falar, a debater. Eu ainda acho que o nosso debate, muitas vezes, é um pouco atabalhoado, um pouco infantil. Mas isso é normal, porque a gente ficou muitos anos em silêncio por causa da ditadura. Então, a gente tá aprendendo a debater", diz o artista.

O ator faz questão de afirmar que o filme não tenta impor nenhuma verdade absoluta ao espectador, mas a obra tem mérito ao relembrar de forma didática o surgimento da Lava Jato. "As pessoas já se esqueceram, né? Porque é tanta coisa. Um caminhão de palmito foi levado a um cara que lavava dinheiro e aí a coisa foi progredindo. Então, tem isso no filme, que explica e lembra as pessoas do início e o desenvolvimento, os procedimentos técnicos pra chegar à autorização de uma escuta, investigação. Os bastidores são muito interessantes e muito bem explicados".

Sobre o medo das críticas que a polarização política no país poderiam render ao seu personagem, o ator fala com tranquilidade. "Eu conduzo a minha carreira de maneira muito ética, muito clara. Eu nunca fui filiado a nenhum partido e faço questão de não ser. E as pessoas me conhecem um pouco", completa Antonio Calloni.

com TV Brasil e Agência Brasil)

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