Estado de Minas MÚSICA

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais inicia turnê em Portugal

Maestro Fabio Mechetti fala da expectativa para os concertos em celebração aos 200 anos da Independência do Brasil


postado em 04/09/2022 21:59

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais(foto: Eugênio Sávio/Divulgação)
A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais (foto: Eugênio Sávio/Divulgação)
Nesta semana, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desembarca em Portugal para quatro apresentações especiais na terrinha. Como parte da celebração do bicentenário da Independência do Brasil, os músicos se apresentam nas principais salas de concerto das cidades do Porto, Lisboa e Coimbra: respectivamente, Casa da Música (dia 6), Centro Cultural de Belém (dia 8) e Convento São Francisco (dia 9). No dia 7 de setembro, a apresentação será ao ar livre, no Jardim da Torre de Belém, dentro da programação do festival "Lisboa na Rua", organizado pela Prefeitura de Lisboa.

No repertório dos concertos nas salas, obras consagradas do repertório sinfônico brasileiro, como Choros nº 6 e Bachianas Brasileiras nº 3, de Villa-Lobos; e O Escravo: Abertura e Alvorada, de Carlos Gomes. Portugal também estará representado no rol, com Abertura Sinfônica nº 3, op. 21, do compositor luso Braga Santos. 

O maestro Fábio Mechetti(foto: Eugênio Sávio/Divulgação)
O maestro Fábio Mechetti (foto: Eugênio Sávio/Divulgação)
O concerto na Torre de Belém terá ritmos da cultura brasileira, destacando a variedade de estilos e as influências das nossas raízes na música orquestral feita no Brasil. Serão obras de Alberto Nepomuceno, Francisco Mignone, César Guerra-Peixe, Lorenzo Fernandez e Carlos Gomes, além da mesma peça do português Braga Santos.

Para saber mais sobre as apresentações em Portugal, Encontro bateu um papo com o maestro Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular da Filarmônica. Confira:

Encontro - Como está a expectativa para a turnê, principalmente para concerto ao ar livre, no Dia da Independência?

Fábio Mechetti - Sem dúvida estamos muito ansiosos. É com grande orgulho que a Filarmônica faz sua primeira turnê europeia, incluída nas celebrações dos 200 anos da Independência do Brasil. Levaremos ao nosso país irmão um repertório luso-brasileiro, com obras significativas do melhor da música sinfônica dos dois países e a participação de Jean-Louis Steuerman, um dos nomes mais importantes dentre os pianistas brasileiros. Os concertos não só levarão o nome do Brasil e de Minas Gerais à Europa, mas consolidarão o trabalho que a Filarmônica vem fazendo há quase quinze anos, como algo que representa o melhor da cultura brasileira.

Como foi a escolha do repertório?

Partimos do princípio que seria muito interessante mostrar a riqueza da música brasileira e ao mesmo tempo fazer uma deferência aos nossos anfitriões. Escolhi obras que têm um apelo muito grande, porque são de compositores brasileiros muito conhecidos, como Villa Lobos e Carlos Gomes. Incluímos obras do português Braga Santos por sua riqueza artística e para simbolizar essa amizade histórica que existe entre Brasil e Portugal, dessa vez representada na música.

Essa é a primeira turnê europeia da Filarmônica. Você acredita que será uma sensação diferente se apresentar em Portugal?

É bastante fora do normal do nosso ponto de vista, sobretudo se levarmos em consideração que passamos a maioria do tempo nos apresentando em Minas Gerais, principalmente em Belo Horizonte. A possibilidade de levar uma orquestra com 90 músicos para a Europa é um grande desafio. Todos nós estamos valorizando muito essa oportunidade e desfrutando da responsabilidade de carregar o nome da Filarmônica para fora do país. Estamos muito curiosos para saber como os portugueses vão receber nossa apresentação e o nosso repertório. Por outro lado, acredito que na hora das apresentações, todos estarão tão concentrados na missão de tocar da melhor maneira possível.

Você acha que, na plateia, terá mais portugueses ou mais brasileiros?

Acredito que será bem equilibrado. Provavelmente, teremos muitos portugueses interessados em conhecer a Filarmônica e assistir pela primeira vez uma apresentação nossa; e com certeza muitos brasileiros indo aos concertos não só para apreciar as execuções, mas também para, de certa forma, matar um pouco da saudade do Brasil por meio da música.

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