Sabia que existem alimentos com ação anabolizante?

Uma dieta adequada pode ajudar o corpo na produção e manutenção dos músculos

por Da redação com assessorias 05/09/2017 10:46

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Por meio do consumo de nutrientes presentes nos alimentos, como a alicina do alho, é possível favorecer o crescimento e a manutenção dos músculos adquiridos na academia (foto: Pixabay)
Quem costuma frequentar academia de ginástica sabe que os músculos não surgem do dia para noite e dependem, sobretudo, de treino regular, repouso e boa alimentação. Por isso, é preciso ter cudiado para não cair na tentação dos esteroides anabolizantes, substâncias extremamente perigosas, amplamente conhecidas por aumentar a performance e os resultados dos treinos, porém, a um custo bem elevado: o comprometimento da saúde.

Contudo, existem caminhos para o desenvolvimento muscular sem cair em armadilhas. Uma alternativa é fortalecer a dieta com alimentos pró-hormonais, em especial aqueles capazes de aumentar a secreção de testosterona e de GH (hormônio do crescimento). De efeito anabolizante, esses hormônios são indispensáveis para que o corpo consiga progredir no ganho de força e de massa magra.

Embora muitas pessoas associem o termo unicamente às chamadas "bombas", anabolizantes podem ser, na realidade, substâncias variadas, inclusive alimentos. O conceito, na verdade, está ligado ao anabolismo – estado no qual o corpo constrói e/ou aumenta o nível de massa magra. Portanto, anabolizantes são substâncias capazes de beneficiar a construção muscular. Já as controversas "bombas" são, especificamente, esteroides – hormônios anabólicos sintéticos capazes de propiciar um ganho de massa acelerado e eficiente, porém, com efeitos colaterais extremamente danosos, quando usados de maneira indiscriminada.

Conforme explica o nutricionista esportivo William Ribeiro, consultor da Nature Center, nutrientes anabolizantes são indispensáveis no cardápio de quem deseja melhorar os resultados dos treinos "Uma boa dieta é fundamental para qualquer indivíduo que pratica musculação, pois evita que o corpo entre no estado catabólico, ou seja, passe a utilizar a massa magra como energia. Porém, melhorar o estado anabólico vai além: certos nutrientes são capazes de estimular a produção endógena, ou seja, natural, de testosterona, GH e outros hormônios anabólicos, beneficiando o desenvolvimento físico sem oferecer maiores riscos à saúde", afirma o especialista.


A ideia pode parecer estranha, mas, de acordo com o nutricionista, existem, sim, anabolizantes naturais, que são mais comuns do que se imagina. "Todos os processos metabólicos do nosso corpo dependem de uma boa oferta de nutrientes, afinal, eles são a matéria prima fundamental para o bom funcionamento do organismo. Sendo assim, o que comemos pode influenciar na secreção de hormônios anabólicos, como a testosterona, o GH, o IGF-1 e muitos outros", diz William Ribeiro.

O especialista cita alguns nutrientes que possuem função anabolizante:

  • Zinco e magnésio: essa combinação de minerais não só estimula a produção de testosterona, como melhora o transporte de nutrientes até os músculos. Isso porque beneficia a produção de óxido nítrico, substância vasodilatadora capaz de aumentar o fluxo sanguíneo. O magnésio também é responsável pela contração muscular, oferendo mais força nos treinos. Já o zinco, por sua vez, regula a produção do hormônio do crescimento e está intimamente ligado à secreção de testosterona. "A combinação arroz integral com feijão preto é rica em ambos os minerais. Outras opções são amêndoas, castanhas do pará, vegetais folhosos verde-escuros e proteínas animais como ostras, peixes, fígado e ovos", comenta William

  • Alicina: esta substância presente no alho não só é capaz de aumentar a secreção de testosterona, como também inibe a ação do cortisol, hormônio do estresse, cuja ação é catabólica, ou seja, prejudica o ganho de massa. A alicina confere mais elasticidade aos vasos sanguíneos, melhorando a oxigenação dos músculos. Está presente também no alho poró, na cebola e na cebolinha

  • Bromelina: é uma enzima digestiva encontrada na banana e também no abacaxi, capaz de aumentar a libido. O estímulo sexual também é fundamental para aumentar a liberação de testosterona. Além disso, por ser digestiva, contribui para uma melhor absorção de proteínas

  • Boro e vitaminas do complexo B: o boro é um mineral responsável por regular a ação de outros minerais no corpo. Ele é amplamente utilizado por fisiculturistas devido à sua fama de precursor dos hormônios sexuais. Já as vitaminas do complexo B, em especial o ácido pantatênico, participam ativamente da produção de hormônios como a testosterona. Esses nutrientes também estimulam a produção de óxido nítrico. "Mel, maçã, manteiga de amendoim, abacate, batata doce e carnes são excelentes fontes de boro e vitaminas do complexo B", diz o nutricionista

  • Vitamina D3: considerada um pré-hormônio, esse nutriente é a fonte exclusiva de calcitriol, que é um hormônio esteroide capaz de melhorar a absorção de cálcio e é apontado por diversos estudos como potencializador da produção natural de testosterona. "Embora sua 'matéria prima' possa ser encontrada em alimentos como carnes, peixes e frutos do mar, é essencial tomar sol diariamente, por pelo menos 15 minutos, para que o corpo consiga produzi-la. Infelizmente, sua deficiência é mais comum do que se imagina, o que, em alguns casos, pode levar a necessidade de suplementação", aponta o especialista

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