
Na casa comandada pelos chefs Gabriella Guimarães e Guilherme Furtado, a experiência acontece sempre às quintas, a partir das 18h, e combina open vermute com uma seleção rotativa de tapas que muda semanalmente.
O Parallel prepara versões próprias da bebida. O vermute tinto passa sete dias envelhecendo em barril de carvalho com laranja e canela, enquanto o branco é infusionado com losna, erva-doce e casca de limão-siciliano, preparado com vinho chardonnay e vermute dry. As bebidas são servidas com cinco tapas da casa.
A curadoria gastronômica propõe combinações que refletem a diversidade da culinária espanhola em pequenas porções pensadas para compartilhar. Entre as opções já apresentadas estão olivas explosivas, batatas bravas, croqueta de jamón, anchovas com pão com tomate e mexilhões em escabeche, elaborados para harmonizar com o perfil aromático do vermute.
Tradição que atravessou fronteiras
Hoje presente nas cartas de bares e restaurantes ao redor do mundo, o vermute teria surgido de forma acidental, segundo uma das versões mais difundidas sobre sua origem. De acordo com o chef Guilherme Furtado, a bebida teria nascido a partir de uma safra de vinho que não atingiu o resultado esperado para consumo puro. Para evitar desperdícios, produtores adicionaram açúcar, álcool e uma combinação de ervas e botânicos para equilibrar e aromatizar o líquido.
Com o tempo, as receitas foram aperfeiçoadas e o vermute consolidou-se como elemento cultural, especialmente na Itália e na Espanha. Neste último país, tornou-se tradição sair do trabalho e fazer uma pausa no fim da tarde para um copo da bebida acompanhado de tapas, hábito que ajudou a impulsionar uma indústria hoje presente em bares do mundo inteiro.
Serviço
Vermuteo no Parallel. Quintas-feiras, das 18h às 21h (desde 05/02). Rua Santa Catarina, 1.155, Lourdes, Belo Horizonte. R$ 125 por pessoa (5 tapas + vermute branco ou tinto à vontade). Instagram: @parallel.bh.