Estado de Minas TEA

BH cria protocolo para atendimento a pessoas autistas no SUS

Documento organiza fluxo de cuidado e integra serviços da rede; capital somou 34 mil atendimentos em 2025


postado em 31/03/2026 08:48 / atualizado em 31/03/2026 08:53

O protocolo integra o Programa Entrelaçar, lançado em 2025 com o objetivo de ampliar e qualificar o atendimento a autistas(foto: Rodrigo Clemente/PBH )
O protocolo integra o Programa Entrelaçar, lançado em 2025 com o objetivo de ampliar e qualificar o atendimento a autistas (foto: Rodrigo Clemente/PBH )
A Prefeitura de Belo Horizonte apresentou, nesta segunda-feira (30), um protocolo de cuidado voltado a pessoas com suspeita ou diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). O documento orienta profissionais da rede municipal de saúde e busca padronizar e qualificar a assistência prestada no SUS-BH.

O lançamento ocorre na semana do Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, e reúne diretrizes para organizar o fluxo de atendimento e a articulação entre diferentes serviços da rede, com foco na continuidade do cuidado.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, mais de 34 mil atendimentos a pessoas com TEA foram realizados em 2025. Em 2026, até o momento, foram cerca de 3,6 mil registros, considerando todos os pontos de assistência.

O protocolo integra o Programa Entrelaçar, lançado em 2025 com o objetivo de ampliar e qualificar o atendimento a esse público. “Esse documento representa um avanço importante para a saúde pública de Belo Horizonte, ao fortalecer o cuidado multiprofissional e garantir assistência integral para todos os usuários”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Miguel Paulo Duarte Neto.

Rede de atendimento

A rede municipal conta com 153 centros de saúde, que funcionam como porta de entrada para os atendimentos. Quando necessário, os pacientes são encaminhados para serviços especializados, a partir de avaliação da equipe de regulação.

Entre os equipamentos disponíveis estão cinco Centros de Referência em Reabilitação (CREABs), quatro ambulatórios de neuropediatria, nove equipes complementares de saúde mental e 11 Centros de Referência em Saúde Mental (CERSAMs e CERSAMIs), voltados aos públicos adulto e infantojuvenil.

A estrutura inclui ainda 639 equipes de Saúde da Família e 83 Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF-AB), com profissionais como nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Além disso, duas clínicas conveniadas e uma unidade na Santa Casa de Belo Horizonte oferecem atendimento multiprofissional, especialmente para crianças e adolescentes com TEA.

O protocolo está disponível no portal da Prefeitura.

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