
O município destaca que manter o cartão de vacinação atualizado é uma das principais medidas para prevenir a doença e evitar sua reintrodução no país. Em Belo Horizonte, não há registro de casos autóctones de sarampo desde 2020, ou seja, infecções adquiridas dentro do próprio município.
A preocupação ganha destaque em meio à proximidade da Copa do Mundo. Segundo a Prefeitura, os três países que vão sediar a competição — Estados Unidos, Canadá e México — concentraram 67% das infecções por sarampo registradas no continente em 2025, de acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
“Precisamos manter essa situação e impedir a reintrodução da doença no nosso país. Há registros de surtos em vários países, como os que vão sediar a Copa do Mundo. Então, quem vai viajar para acompanhar a competição ou até mesmo para outros países, deve se vacinar antes”, enfatiza a diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica, Tatiani Fereguetti.
O esquema vacinal da tríplice viral prevê duas doses para pessoas com até 29 anos. A partir dos 30 anos, é indicada uma dose para quem não foi vacinado anteriormente. Profissionais de saúde devem receber duas doses, independentemente da idade.
Dados da Prefeitura apontam que a cobertura vacinal entre crianças em Belo Horizonte está em 94,33% para a primeira dose e 83,45% para a segunda.
O sarampo é uma doença de alta transmissibilidade, disseminada por secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Entre os principais sintomas estão febre alta, conjuntivite, tosse e manchas vermelhas pelo corpo.
Os endereços e horários de funcionamento dos postos de vacinação podem ser consultados nos canais oficiais da Prefeitura.