Município mineiro trocou o café pela pimenta-do-reino

O novo produto vem ganhando destaque na cidade que fica no Vale do Mucuri, na divisa com o Espírito Santo

por Encontro Digital 06/09/2016 11:15

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A pimenta-do-reino conquistou os produtores rurais da cidade de Ouro Verde de Minas, na região do Vale do Mucuri, próximo ao estado do Espírito Santo (foto: Pixabay)
O espírito inovador de um produtor rural de Ouro Verde de Minas, na região do Vale do Mucuri, está alterando a paisagem do município. Em busca de uma nova alternativa de renda, Maelson Pereira Borges cultivou 350 mudas de uma planta que se adaptou muito bem na região e chamou atenção de outros produtores: a pimenta-do-reino.

A nova atividade surgiu após a crise cafeeira em Ouro Verde de Minas. O nome da cidade é uma referência à principal atividade da região no século XX: produção de café. Mas, nos últimos tempos, muitos trabalhadores rurais preferiram colher café no estado vizinho, o Espírito Santo. A dificuldade em conseguir mão de obra para o trabalho nos cafezais fez com que muitos produtores abandonassem ou diminuíssem o investimento nessa cultura típica de Minas.

Foi justamente numa ida ao Espírito Santo, para trabalhar na colheita do café, que Maelson Borges vislumbrou a nova oportunidade de renda. "Eu cheguei com as mudas de pimenta-do-reino do Espírito Santo e procurei a Emater para me ajudar a plantar. A empresa foi dando assistência à medida que a lavoura ia se desenvolvendo", comenta o produtor rural.

O plantio de Maelson foi feito numa área de aproximadamente 2,5 mil m², em conjunto com outras culturas. Com a orientação da Emater, foi utilizada a irrigação por gotejamento. No ano passado, a colheita foi de 300 kg de pimenta-do-reino, que foram vendidos no Espírito Santo. O preço médio obtido pelo quilo do produto foi de R$ 28.

Pimenta com melancia

Com o sucesso do primeiro plantio de pimenta-do-reino em Ouro Verde de Minas, novas áreas sugiram no município. Hoje, são 15 produtores que investem na atividade, com 15 mil mudas plantadas. Em muitos casos, a opção é o consórcio com outras culturas.

O produtor Cícero Eller e o filho, Cícero Júnior, investiram no plantio de 7 mil mudas. No caso da propriedade da família, a pimenta foi plantada na mesma área de uma lavoura de melancia.

"O café acabou por falta de mão de obra e preços ruins. Tentamos a pecuária. Só que ficou inviável por causa da seca. Aí surgiu a pimenta. Fomos até o Espírito Santo, aprendemos um pouco mais sobre a atividade. É uma cultura que consome pouca água e a produção é rápida. No preço que está hoje, é um dos melhores negócios que temos na região", explica Cícero Eller.

(com Agência Minas)

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