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Estado de Minas SAúDE

Cuba teria remédio que cura o vitiligo

O Melagenina Plus teria uma eficiência de 86%, segundo centro de pesquisa cubano


postado em 12/01/2016 17:18

Médicos cubanos afirmam ter criado um medicamento com 86% de eficácia na regeneração do vitiligo, doença que causa a perda de pigmentação na pele. O tratamento teve início na década de 1970, em Havana, e é realizado à base de placenta humana.

No Brasil, o registro do remédio foi cancelado em 2009, tornando sua comercialização e importação proibidas no país. No entanto, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto pode ser importado, mediante prescrição médica, em caráter excepcional.

Segundo o governo cubano, muitos estrangeiros viajam até a ilha em busca do remédio. O Melagenina Plus, como é chamado, é um extrato hidroalcoólico de placenta humana, e tem a capacidade de produzir melanina, de acordo com o Centro de Histoterapia Placentária, em Havana. Para receber o tratamento, o paciente deve permanecer na capital cubana por cinco dias.

Porém, o dermatologista Marcelo Grossi Araújo, professor da UFMG, não faz uma boa avaliação do medicamento. "Não possui aval científico. Existem várias outras formas de tratamento, mas depende do tipo de vitiligo. Muitos casos são reversíveis", afirma o especialista.

O vitiligo não causa nenhum prejuízo à saúde. O principal problema é a questão estética, devido à falta de pigmentação. Atualmente, a doença é tratada com pomadas e outras substâncias que podem ser aplicadas diretamente na pele. O uso de lasers e da fototerapia (estímulo por luzes) também apresenta bons resultados, conforme especialistas.

A doença atinge cerca de 1% da população mundial, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que 1,5% da população, ou seja, 2,9 milhões de pessoas tenham vitiligo.

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