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Estado de Minas SAúDE

Aedes aegypti também 'usa' meios de transporte para se locomover, diz especialista

O mosquito transmissor da dengue, do zika e da chikungunya estaria bem adaptado aos centros urbanos


postado em 29/02/2016 13:16

Carro, avião e até elevador. Pode parecer estranho, mas o Aedes aegypti "pega carona" em nossos meios de transporte para se locomover em busca de alimento ou assegurar a reprodução. De acordo com o biólogo e epidemiologista Luciano Pamplona, o mosquito – que atua como vetor transmissor dos vírus da dengue, febre amarela, zika e chikungunya – se adaptou tão bem ao ambiente urbano que já pode ser considerado "doméstico".

Segundo ele, o Aedes compensa sua debilidade para voos mais altos (costuma voar baixo, até 1, 2 m de altura) utilizando os mesmos meios dos seres humanos para se deslocar. "O fato de não voar em grandes altitudes não impossibilita que ele chegue até locais mais altos. Como nós, ele também sobe de elevador, anda de carro, viaja de avião. Onde a gente vai, o mosquito vai atrás", explica o especialista. "Já em questão de distância, há estudos que apontam que o Aedes aegypti pode alcançar até 1 km em áreas onde não existam muitas pessoas, mas, em geral, eles não se deslocam por mais de 200 m".

Luciano Pamplona, que é também secretário-geral da Sociedade Brasileira de Dengue e Arbovirose, afirma que esse novo hábito ocorre por causa da domesticação do inseto. "O mosquito se tornou praticamente um bichinho de estimação", brinca.

Segundo o biólogo, muito provavelmente, um exemplar de Aedes Aegypti terá seu ciclo de vida, que dura cerca de 30 dias, dentro de uma mesma casa, por ali encontrar as condições favoráveis para se desenvolver e reproduzir. O macho e a fêmea do mosquito alimentam-se de substâncias açucaradas, como néctar e seiva de plantas e a fêmea necessita do sangue humano para realizar a maturação dos ovos após a fecundação. "Então, se além disso também tiver à disposição os locais com água parada para a postura dos ovos, o mosquito acaba não se deslocando porque não tem necessidade".

(com Portal EBC)

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