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Estado de Minas SAúDE

Afinal, a vacina contra a H1N1 causa inflamação na pele e nos músculos?

Boatos que circulam na internet dizem que a vacina pode causar uma doença chamada dermatomiosite. Especialista esclarece


postado em 06/04/2016 08:41 / atualizado em 06/04/2016 08:54

Zika, dengue e chikungunya. Como se não bastasse o caos que as três doenças vêm gerando no Brasil, agora, vivemos mais uma epidemia: a gripe H1N1, que tem mais de 400 casos confirmados em todo o território nacional, de acordo com um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, na segunda, dia 4 de abril. Ainda segundo o órgão, a doença – também conhecida por gripe suína ou influenza A – já causou 71 mortes. Porém, existe vacina, e ela ainda gera dúvidas e boatos, especialmente na internet.

Para combater o avanço da H1N1, que já havia gerador epidemias no Brasil em 2009 e 2013, o governo federal anunciou uma campanha nacional de vacinação contra a doença. No entanto, só podem ser vacinadas, nos postos de saúde, crianças, idosos e gestantes – parcela da população considerada mais vulnerável ao vírus. As pessoas que não se enquadram nesses critérios, devem procurar uma clínica particular e pagar pela imunização.

No entanto, boatos que circulam na internet questionam a eficácia da vacina. Além disso, algumas pessoas acreditam que ela pode causar sérios efeitos colaterais, inclusive uma doença chamada dermatomiosite, que afeta a pele e os músculos. Será que isso é verdade?



Segundo a infectologista Silvana Ricardo, médica do hospital Mater Dei, todos os tipos de vacina causam efeitos colaterais, mas, ela descarta qualquer possibilidade de problemas graves relacionados à vacina contra a H1N1. "O que pode ocorrer são reações leves, como dor no local onde foi realizada a aplicação e febre", esclarece a especialista. Ela lembra que esses efeitos colaterais duram, no máximo, dois dias.

A médica afirma que a vacina que combate a gripe H1N1 é muito eficaz, chegando a reduzir as chances de contaminação pelo vírus em 70% durante um período de 6 a 12 meses. Portanto, é necessária a aplicação anual. Silvana Ricardo desmente, ainda, o boato que afirma que a vacina causa alguma doença. "Isso é impossível de acontecer, pois o vírus contido na vacina é inativo, ou seja, está morto", diz a infectologista.

A médica do hospital Mater Dei explica que existem casos para os quais a vacina não é recomendada. De acordo com ela, não devem tomar a vacina contra a H1N1 aqueles que têm alergia a ovo ou que já estão infectados pela doença. Pessoas com febre alta também não podem receber a imunização contra a gripe.

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