
"A faxineira era nova. Quando viu as garrafas de champanhe no foyer, pensou que eram do evento do livro", diz Letizia Ragaglia, diretora do museu, em entrevista à rede de televisão americana NBC News.
A funcionária acabou desfazendo totalmente a instalação das artistas Sara Goldschmied e Eleonora Chiari, que, segundo o site do museu italiano, é uma representação do hedonismo, do consumismo e da especulação financeira, próprias da cena política da Itália nos anos 1980. Por sorte, a faxineira executou a limpeza de forma "sustentável", ou seja, separou todo o "lixo" nos devidos recipientes para reciclagem. Segundo Letizia Ragaglia, essa ação da funcionária ajudou para que conseguissem reconstruir grande parte da instalação – infelizmente, 30 garrafas se perderam após a limpeza.
Curiosamente, um dos mais importantes críticos de arte da Itália, Vittorio Sgarbi, revelou ao canal NBC News que a faxineira fez a coisa certa ao limpar a instalação. "Se ela pensou que era lixo, então era mesmo. Arte deve ser algo compreensível por todos, incluindo faxineiras. O fato de o museu simplesmente juntar objetos retirados da lata de lixo e colocar em exibição, não significa que seja arte", critica Sgarbi.