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Estado de Minas BEM-ESTAR

Por que será que os japoneses vivem mais?

Estudo recente mostra que a dieta japonesa é a grande responsável pela longevidade desse povo


postado em 01/04/2016 08:32

Um estudo encomendando pelo governo japonês mostrou que alimentação saudável e longevidade têm tudo a ver. A dieta oriental baseada em legumes, frutas, grãos, cereais, produtos de soja e carnes brancas significa mais tempo de vida, de acordo com a pesquisa.

O levantamento, publicado na revista científica British Medical Journal, acompanhou mais de 79 mil pessoas de 45 a 75 anos, desde o ano 2000. Aqueles que seguiram uma dieta equilibrada, conforme os costumes japoneses, tiveram o risco de morte reduzido em 15%, segundo o estudo.

A publicação diz que o consumo equilibrado de calorias reduz o risco de morte, principalmente por evitar doenças cardiovasculares. A pesquisa também observou que o consumo de peixe no Japão é maior do que o de carne bovina e de porco, em comparação com os países ocidentais.

Ao contrário do que muitos pensam, os japoneses não comem peixes crus todos os dias. A nutricionista Milene Cristina Henriques, professora da PUC Minas, compara os sushis à feijoada brasileira, uma comida típica do nosso país, mas que não é servida todos os dias.

Os orientais, no entanto, consomem muita carne branca (peixe e frango), a forma mais saudável de ingerir proteína, segundo a especialista. "Além disso, eles comem muitas frutas e legumes, uma quantidade maior de nutrientes. Isso é a chave para a longevidade e uma vida mais saudável", destaca a professora.

Outro ponto positivo que pode ser visto na cultura oriental é a baixa quantidade de sódio na comida. Em compensação, no Brasil, os pratos são exageradamente salgados. "O brasileiro consome, em média, de 12 a 17 gramas de sal por dia, quando a recomendação são apenas 5 gramas", alerta a nutricionista.

O modo como o alimento é consumido é outro fator importante. Enquanto na cultura ocidental o hábito de lanchar é bastante comum, no Japão os horários das refeições são mais fixos. "Isso favorece uma alimentação mais completa em nutrientes. Nos lanches, a gente acaba comendo mais e fazendo substituições inadequadas", explica Milene.

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