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Estado de Minas ESPORTE

Apesar da suspensão, alguns atletas russos poderão participar da Rio 2016

Após escândalo do doping do atletismo da Rússia, atletas só poderão atuar pela bandeira olímpica


postado em 24/06/2016 15:33

A Federação Internacional de Atletismo (Iaaf) divulgou na quinta, dia 23 de junho, uma lista com orientações para os atletas russos que quiserem competir nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016. Esses atletas precisam provar que não estiveram envolvidos no escândalo do doping da Federação Russa de Atletismo e, caso possam competir, o farão sob a bandeira olímpica. Ou seja, não representarão a Rússia nas Olimpíadas.

"Se houver quaisquer atletas individuais que possam mostrar, de forma clara e convincente, que não estão contaminados pelo sistema russo, porque têm estado fora do país e sujeitos a outros sistemas antidoping eficazes, então eles estão aptos a requerer permissão para competir em competições internacionais, não pela Rússia, mas como um atleta neutro", informa a Iaaf.

No início de junho, a federação decidiu manter a suspensão da Rússia por denúncias que apontam para um esquema sistemático de dopagem no atletismo. Um dos ícones russos do esporte, a recordista mundial no salto com vara Yelena Isinbayeva é uma das atletas que poderá requerer participação nos Jogos do Rio.

A atleta vem questionando o afastamento de todo o atletismo do país nas Olimpíadas e pede a revisão da punição. Em um artigo publicado no jornal The New York Times, Yelena Isinbayeva escreve que só admite saltar no Rio de Janeiro sob as cores de sua nação. "Sugeriram que eu competisse sob a bandeira do Comitê Olímpico Internacional. Mas, isto não parece uma possibilidade. Se eu competir, será como uma russa. Se todo o time russo está suspenso, eu estarei suspensa também", diz a atleta no texto publicado no dia 15 de junho.

A recordista russa diz ainda que essa seria sua quinta e última Olimpíada e que, ao longo dos quase 20 anos de carreira, nunca falhou em qualquer teste antidoping. "É por causa das ações repreensivas de tais pessoas que eu estou nessa situação, lutando pelo direito de competir", reclama Isinbayeva.

(com Agência Brasil)

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