Entenda o que é linfoma não-Hodgkin, que afeta o ator Edson Celulari

Esse tipo raro de câncer já foi diagnosticado na presidente Dilma, no governador do Rio Pezão e no ator Reynaldo Gianechinni

por Encontro Digital 20/06/2016 13:11

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Instagram/edsoncelularireal/Reprodução
O ator Edson Celulari contou aos fãs, por meio do Instagram, que sofre com o câncer do tipo não-Hodgkin, o mesmo que afetou a presidente Dilma, e que já está se tratando (foto: Instagram/edsoncelularireal/Reprodução)

Considerado incomum, o câncer diagnosticado no ator Edson Celulari, de 58 anos, o linfoma não-Hodgkin, possui mais de 20 tipos diferentes. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos (particularmente entre pessoas acima de 60 anos) por razões ainda não esclarecidas.

O ator global publicou em sua conta no Instagram uma foto em que aparece careca e fala sobre a doença: "Reuni minhas forças, meus santos, um punhado de coragem. Coloquei tudo numa sacola e estou indo cuidar de um linfoma não-Hodgkin. Foi um susto mas estou bem, ao lado de pessoas amadas. A equipe médica é competente e experiente. Estou confiante, pensando positivo e com fé sairei deste tratamento ainda mais forte".

 

Esse câncer ocorre no sistema linfático, que é uma rede de vasos e estruturas distribuído em todo o corpo e que compõe o sistema imunológico. É por isso que o linfoma pode surgir em qualquer parte do corpo. A presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo e o ator Reynaldo Gianechinni são algumas das personalidades públicas que foram diagnosticadas com linfoma e, após tratamento, se curaram. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, de 61 anos, também está se tratando do problema.

"O linfoma não-Hodgkin é uma doença incomum que se divide em dois tipos: o de baixo grau e o de alto grau. Os linfomas de alto grau têm uma natureza agressiva, mas costumam responder bem à terapia, ao contrário dos tipos de baixo grau. O tratamento pode envolver radioterapia, quimioterapia e até transplante de medula óssea", explica o oncologista Loureno Cezana.

O especialista aponta que o linfoma não-Hodgkin não está relacionado a fatores ambientais, como cigarro e alimentação. "É meio que um acaso. Não tem uma medida específica para evitar a doença", comenta Cezana.

Já a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia lista alguns fatores de risco que podem contribuir para o aparecimento do tipo de linfoma, como o vírus HIV, a bactéria Helicobacter pylori (que leva a úlceras no estômago), o uso prolongado de drogas quimioterápicas e a exposição à radiação.

Os sintomas do linfoma não-Hodgkin são variados, entre eles está o aumento do número de ínguas no corpo, suor noturno, febre, coceira na pele e perda de peso inexplicada.

Para diagnosticar esse tipo de câncer são necessários diversos exames, como os de imagem (para determinar a extensão da doença, quais órgãos e partes do corpo foram atingidos), além de biópsia (quando encontrados os gânglios, nódulos aumentados ou órgãos acometidos) e exames de sangue.

(com Portal EBC)

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