Cidades do interior de Minas Gerais serão ligadas a BH com novas rotas aéreas

O projeto prevê a interligação de 12 municípios com a capital por meio de aeronaves de porte menor

por Encontro Digital 20/07/2016 08:14

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Flyawaysimulation.com/Reprodução
A interligação aérea das 12 cidades do interior de Minas com BH será feita pela aeronave Cessna Grand Caravan 208B, com capacidade aprovada pela Anac para nove passageiros (foto: Flyawaysimulation.com/Reprodução)
O governo de Minas Gerais está iniciando a implementação do Projeto de Integração Regional de Minas Gerais – Modal Aéreo (Pirma). A partir da segunda quinzena de agosto os 12 municípios da primeira fase do projeto – Curvelo, Diamantina, Divinópolis, Juiz de Fora, Muriaé, Patos de Minas, Ponte Nova, São João del Rei, Teófilo Otoni, Ubá, Varginha e Viçosa – passarão a contar com voos fretados para Belo Horizonte.

Para tornar viável a interligação aérea do interior com Belo Horizonte, a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) realizou uma pesquisa de mercado com 2,1 mil pessoas em 31 municípios. Com isso, foi verificada a possibilidade do uso de aviões monomotores de baixo custo operacional, além de ter sido aceito o risco econômico do empreendimento para o transporte não regular de passageiros e cargas.

A vencedora da licitação pública na modalidade de Ata de Registro de Preços foi a empresa Two Taxi Aéreo Ltda., que opera desde 2001 com aviões Cessna Grand Caravan 208 B, homologados atualmente pela Anac para o transporte de nove passageiros.

Para a venda dos assentos de cada voo, a Codemig criou um site especial para aquisição dos vouchers, que poderão ser obtidos também por meio de aplicativos para tablets e smartphones.

Na primeira fase do Pirma serão 60 voos semanais ligando o interior à capital. Cada voo cobrirá em média 200 km, com duração entre 20 minutos e 1 hora, a um custo que varia de R$ 175 a R$ 550 por passageiro.

As rotas e frequências dos voos foram definidas preferencialmente para cidades não atendidas pela aviação regular, tomando-se como referência a demanda de passageiros em função do preço do voucher.

Em uma segunda etapa, confirmada a sustentabilidade técnica e econômica do projeto, serão incluídas novas localidades, além de aumentada a frequência dos voos.

O presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco, destaca o papel de fomento da economia através do modal aéreo. "Nosso objetivo não é competir com a aviação comercial tradicional, mas criar um modelo sólido e viável para complementá-la, usando empresas privadas e a infraestrutura aeroportuária já instalada. Tenho a esperança de que, conectando uma oferta de transporte aéreo eficiente e de baixo custo a uma demanda de passageiros ansiosa para ter acesso ao serviço, o Pirma alcançará uma operação sustentável, com pouco ou nenhum subsídio econômico da Codemig. Ao encurtar distâncias, o transporte aéreo estimula negócios e dinamiza a economia de toda uma região. A aviação é sempre um fator de transformação de pessoas e de territórios", diz Marco Antônio.

(com Agência Minas)

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