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Estado de Minas BEM-ESTAR

Bebida que ajuda contra os efeitos do diabetes e ainda melhora o desempenho sexual?

Dois cientistas se juntaram para criar a IdrinQ, bebida que promete revigorar qualquer pessoa, sem estimulantes artificiais


postado em 02/09/2016 16:35

Em meados da década de 1990, uma equipe internacional de cientistas, liderada pelo neurologista russo Rustem Samigullin, realizou uma pesquisa com o antioxidante chamado ácido alfa-lipoide e descobriu que, entre outras coisas, ele é capaz de proteger os portadores de diabetes de problemas neurológicos oriundos da doença.

"A neuropatia diabética é uma doença bastante dolorosa, que estraga seriamente a qualidade de vida do portador", comenta Samigullin, em entrevista à agência russa de notícias Sputnik. Ele cita como exemplo casos em que pacientes não suportavam nem dormir com cobertor, pois sentiam que estavam com um peso enorme sobre o corpo.

"O nosso grupo foi o primeiro a provar que as injeções intravenosas de ácido alfa-lipoide não só permitem conter a progressão da doença neurológica, mas também revertê-la", diz o pesquisador russo. A partir de 1999, o medicamento surgiu no mercado em forma de comprimido e, no ano 2000, os cientistas conseguiram chegar à forma líquida do antioxidante. Essa novidade ajudaria na absorção mais rápida e, consequentemente, promoveria o efeito desejado antecipadamente. Porém, a forma líquida do remédio não animou os pesquisadores.

"O ácido alfa-lipoide tem um gosto muito ruim. Mesmo a pessoa fazendo um esforço para ingerí-lo, acaba vomitando dentro de um minuto e meio. Não conseguimos resolver esse problema e demos uma pausa no desenvolvimento da forma líquida do remédio ", esclarece Rustem Samigullin.

Mas, o destino lhe reservava uma surpresa. Quando viajou à França para acompanhar uma equipe russa de automobilismo, o cientista descobriu que os franceses haviam criado comprimidos de L-arginina, um aminoácido muito importante para o organismo. Além de dar ânimo para quem a consome, a substância ainda propicia uma melhora no desempenho sexual. Vale salientar que a impotência costuma ser enfrentada também por diabéticos.

Foi nessa época que Samigullin decidiu misturar as duas substâncias: L-arginina e ácido alfa-lipoide. Para conseguir realizar essa "fusão" e criar um produto aceitável no mercado, o russo se juntou ao cientista alemão Klaus Wessel. Os dois se mudaram, então, para a Sibéria e passaram a trabalhar numa fábrica que fica na região de Kurgan.

O problema da ingestão da forma líquida do ácido foi resolvida graças ao pesquisador alemão, conta Rustem Samigullin. Já em relação aos testes da nova bebida, os próprios pesquisadores serviram de "cobaia". Depois que passaram a tomar o novo "remédio", os cientistas perceberam que até as viagens diárias de 400 km entre a moradia deles na Sibéria e a fábrica em Kurgan deixaram de ser cansativas.

O novo produto foi então registrado pela dupla. Com isso, surgiu a bebida chamada IdrinQ, que começou a ser distribuída em muitos países a partir de 2014.

O cientista russo faz questão de dizer que seu produto não é um concorrente dos tradicionais energéticos, pois, para ele, estas bebidas são apenas "estimulantes". "De energia, só têm o açúcar. A sensação de 'vivacidade' é promovida por estimulantes artificiais, como a cafeína. Essas bebidas aceleram a pressão e o pulso, provocando a sensação de 'esperteza'", comenta Rustem Samigullin.

Ele lembra que o IdrinQ não é um medicamento, apesar de promover benefícios para o organismo. "Na Europa, se você coloca na embalagem de um produto alimentício que o mesmo melhora tal função do organismo, ele passa imediatamente para a seção de medicamentos e, consequentemente, vai parar na farmácia. E nós queremos que não somente doentes bebam a nossa bebida, mas sim toda a população", explica o russo.

Infelizmente, esse poduto, que é indicado especialmente para os diabéticos, ainda não está disponível no Brasil.

(com Agência Sputnik)

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