Após 17 horas de cirurgia, gêmeas siamesas se veem pela primeira vez

Erika e Eva Sandoval foram operadas num hospital infantil da Califórnia (EUA)

por João Paulo Martins 15/12/2016 11:09

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Lucile Packard Children's Hospital Stanford/Divulgação
As gêmeas siamesas americanas Erika e Eva Sandoval foram separadas após uma cirurgia de 17 horas, e puderam se ver pela primeira vez na segunda, dia 12 de dezembro (foto: Lucile Packard Children's Hospital Stanford/Divulgação)
Mais um caso de sucesso na Medicina: as irmãs siameses americanas Erika e Eva Sandoval foram separadas após uma cirurgia de 17 horas. A operação foi realizada entre os dias 6 e 7 de dezembro no hospital infantil Lucile Packard, da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA). Porém, apenas na segunda, dia 12 de dezembro, pela primeira vez elas puderam se ver. A notícia da cirurgia bem sucedida foi publicada no site oficial do hospital.

Erika e Eva, que têm apenas 2 anos de idade, compartilhavam muitos órgãos e até uma das pernas (eram três, ao todo). "Foi tudo muito bem. Estou satisfeito com o resultado", comenta o cirurgião Gary Hartman, professora da Stanford e um dos responsáveis pela operação. O médico é um verdadeiro especialista nesse tipo de procedimento cirúrgico. Para se ter uma ideia, as irmãs Sandoval correspondem ao sétimo par de gêmeos siameses separados por Hartman. A última operação realizada por ele foi em 2011.

"É incrível o quão forte as meninsas são e como a equipe foi excepcional. Vê-las, agora, na UTI, me faz pensar 'você está com saudade de sua outra metade', mas sabemos que o melhor para elas é ser independente e ter a chance de ser bem sucedida, por conta própria, em tudo que o mundo oferece", diz Aida Sandoval, mãe das gêmeas.

Elas estavam se recuperando na UTI do centro pediátrico do hospital em camas separadas. Apenas na segunda (12) foram colocadas lado a lado, para se verem depois da separação.

Enquanto ainda era ligadas, Erika e Eva Sandoval compartilhavam a bexiga, o fígado, partes do sistema digestivo e uma terceira perna. Cada uma delas ficou com parte dos órgãos e com apenas uma perna. A que era dividida foi usada pela equipe médica como suprimento de pele para cobrir as partes operadas.

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