Será que a posição fetal pode ajudar a salvar o passageiro num pouso forçado do avião?

Especialista revela se a atitude do comissário de bordo boliviano ajudou para que ele sobrevivesse à tragédia com a equipe da Chapecoense

por Vinícius Andrade 01/12/2016 10:15

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Pinterest/Reprodução, Twitter/Reprodução e YouTube/ATB Digital/Reprodução
O comissário de bordo boliviano Erwin Tumiri (detalhe) disse ter adotado a posição fetal durante a queda o avião da LaMia, que causou a tragédia com o time da Chapecoense na Colômbia (foto: Pinterest/Reprodução, Twitter/Reprodução e YouTube/ATB Digital/Reprodução)
Um dos seis sobreviventes do trágico acidente aéreo de terça, dia 29 de novembro, que vitimou quase todo o time de futebol da Chapecoense, o comissário de bordo boliviano Erwin Tumiri, que se salvou porque ficou em posição fetal, com uma mala entre as pernas, em entrevista à emissora de rádio colombiana Caracol, revelou que essa atitude teria amenizado o impacto da queda e permitido que ele vivesse. A medida faz parte dos protocolos de voo, que recomendam posições mais adequadas em casos de queda ou pouso forçado. Mas, será que a escolha de Erwin foi determinante para livrá-lo da morte?

De acordo com o comandante Alessandro Martins, que participa de cursos de formação de comissários de bordo, as informações localizadas nos assentos do avião sobre o que fazer em caso de acidente não são oficiais, mas podem amenizar um possível impacto. "Mesmo ficando na posição recomendada, a chance de sobrevivência é baixíssima, considerando a velocidade do avião. Mas, no caso do comissário boliviano, a escolha dele pode, sim, tê-lo salvado", destaca o piloto.

Vale ressaltar que as regras de segurança informadas pelas aeronaves não são garantias de sobrevivência. Segundo Alessandro, nem mesmo os pilotos são treinados para lidar com possíveis impactos, e o procedimento universal é utilizar o cinto de segurança.

Outro atenuante é a dificuldade em manter a calma numa situação de pânico. De acordo com o testemunho do comissário Erwin Tumiri, muitas pessoas teriam se levantado dos assentos e começado a gritar quando foram informadas da pane na aeronave. "Cada pessoa tem uma reação diferente. Por isso, em situação de pane, o comandante é obrigado a avisar os passageiros, para que cada um escolha como reagir", explica Alessandro Martins.

Tragédia mundial

A aeronave da empresa aérea venezuelana LaMia, que transportava a equipe da Chapecoense para a primeira partida da final da Copa Sulamericana contra o Atlético Nacional, na Colômbia, caiu pouco antes de fazer o pouso no aeroporto internacional de José María Córdova, que fica próximo da cidade de Medelin.

Ao todo, o avião modelo BAe 146, da British Aerospace, carregava 77 pessoas. Destas, foram resgatadas com vida apenas sete pessoas, sendo quatro jogadores do clube catarinese (o zagueiro Neto, o lateral esquerdo Allan Ruschel e os goleiros Danilo e Follmann), os comissãrios Ximena Suarez e Erwin Tumiri e o jornalista Rafael Henzel. Porém, depois de ser levado para o hospital, o goleiro Marcos Danilo Padilha, considerado o heroi da classificação da equipe para a final da Sulamericana, não resistiu e acabou falecendo.

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