Brasil pode ficar de fora do Miss Universo 2017

Escândalo de corrupção no Miss Sergipe e Miss Brasil 2015 seria o motivo para a possível 'desclassificação' de nosso país

por João Paulo Martins 18/01/2017 10:01

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
YouTube/Ví deos/Reprodução
Escândalo envolvendo os concursos Miss Sergipe e Miss Brasil de 2015 pode tirar a jovem Raissa Santana, eleita Miss Brasil 2016, do Miss Universo em janeiro deste ano (foto: YouTube/Ví deos/Reprodução)
No dia 29 de janeiro deste ano será realizada, nas Filipinas, a edição 2017 do concurso Miss Universo. Milhões de pessoas devem assistir pela televisão os diferentes padrões de beleza das candidatas. Mas, uma delas poderá ficar de fora. Isso porque existe a chance de o Brasil não participar da premiação que escolhe a mulher mais bonita do mundo. Nossa representante, a Miss Brasil 2016, a baiana Raissa Santana, de 21 anos, pode não participar do evento promovido pela IMG Universe.

Segundo notícia publicada no portal R7, o escândalo ocorrido nos concursos Miss Sergipe e Miss Brasil de 2015 seria o motivo para uma suposta retaliação da organização do Miss Universo 2017 ao nosso país. Há dois anos, o cineasta Bruno Azevedo, namorado da candidata Camila Dias Mol, que concorria a Miss Sergipe, teria recebido uma proposta para que a jovem fosse eleita a mais bela desse estado do nordeste, mediante pagamento de R$ 10 mil. A oferta teria sido feita pelo organizador do evento, David Barbosa.

"Tenho todas as conversas salvas e guardadas com meu advogado e as ligações onde o então organizador do evento me pediu dinheiro. Dos seis jurados da mesa, cinco votaram na Camila, mas ela acabou ficando em 2º lugar", diz Bruno Azevedo ao portal R7.

Além de não ter aceitado o esquema supostamente oferecido por David Barbosa, o namorado da candidata a Miss Sergipe decidiu entrar na justiça contra a organização do evento e contra a TV Bandeirantes, que detinha os direitos de transmissão do concurso. Devido ao escândalo, que se tornou público ainda em 2015, a emissora paulista chegou a cancelar o evento em Sergipe. O concurso foi remarcado e realizado sem a presença das câmeras. Após a instauração do processo, a Band decidiu vender os direitos do Miss Brasil para a empresa Polishop.

De acordo com Bruno Azevedo, em 2017 a causa chegou à justiça dos Estados Unidos e, com isso, passou a ser conhecida pela IMG Universe. O cineasta acredita que o processo judicial deve levar à "desclassificação" da brasileira Raissa Santana no concurso Miss Universo nas Filipinas. "A justiça norte-americana recebeu nosso processo contra a organização mundial do evento para punir o resultado manipulado dos dois concursos que a Camila participou. O Miss Universo ficou perplexo com a notificação da justiça", revela Bruno ao R7.

A empresa organizadora do mais importante concurso de beleza não se pronunciou oficialmente sobre o processo judicial ou se haverá alguma punição ao Brasil no evento do dia 29 de janeiro.

Últimas notícias

Comentários