Projeto de instalação de 'prostíbulo' no Uai Shopping está a todo vapor

O empresário Elias Tergilene conta que a ideia é ir além da questão sexual e trabalhar com a inclusão social e a saúde das prostitutas

por Encontro Digital 09/02/2017 08:11

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Google Street View/Reprodução e Samuel Gê/Encontro
O empresário mineiro Elias Tergilene vai implantar uma espécie de "prostíbulo" no Uai Shopping (detalhe), que fica no centro de Belo Horizonte, ao lado da rodoviária (foto: Google Street View/Reprodução e Samuel Gê/Encontro)
"Nós queremos que o Uai Shopping se torne um centro de referência para atender as prostitutas", vislumbra Elias Tergilene, dono do estabelecimento. A intenção dele em construir um espaço destinado às "garotas de programa" em um dos shoppings mais populares de Belo Horizonte é fazer com que essas mulheres saiam das áreas consideradas vulneráveis. A proximidade do centro comercial com a rua Guaicurus, tradicional ponto de prostituição da capital mineira, animou ainda mais o empresário a seguir adiante com a ideia.

O Uai Shopping, localizado ao lado da rodoviária de Belo Horizonte, no hipercentro, conta com quatro andares, sendo que o último será destinado ao empreendimento proposto por Tergilene. A ideia é instalar 55 quartos, uma sauna gay, uma área de trabalho para travestis e um scoth bar. Segundo o empresário mineiro, o projeto arquitetônico já está pronto, mas ainda serão realizados estudos e conversas com o Ministério Público e com a secretaria de estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania.

Ainda de acordo com o proprietário do shopping, ele já iniciou as primeiras conversas com o prefeito Alexandre Kalil. "O parecer dele [Kalil] é de que o projeto precisa ser estendido para toda a região da Guaicurus. Ele reconhece que a área está com deficiência na segurança e precisa de infraestrutura", conta Elias Tergilene, que vai propor, nas próximas semanas, uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir a questão.

O empresário reitera que o projeto não tem a intenção de apenas oferecer entretenimento à população, mas também de contribuir para a inclusão social e para a questão da saúde pública. "Nós queremos saber os motivos que levaram aquela menina para a prostituição; de onde ela é; se tem filhos; se ela quer sair da prostituição ou não", comenta o dono do Uai Shopping. Ele esclarece que as garotas terão de fazer testes para diagnóstico de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a Aids.

Dentro de 25 dias, Tergilene pretende apresentar o projeto ao governo de Minas e propor uma ação conjunta entre estado, município, empresariado e população de Belo Horizonte.

Clientela "tradicionalista"

O empresário rebate a opinião daquelas pessoas que são contrárias à instalação de um prostíbulo no centro comercial ao lado da rodoviária. "Essa clientela 'tradicionalista' é a maior frequentadora dos prostíbulos de Belo Horizonte. Quem nunca recorreu ao serviço de uma prostituta?", questiona Elias Tergilene.

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