Russos descobrem proteína capaz de retardar o envelhecimento diretamente nas células

O estudo conseguiu prolongar a vida das cobaias em 15%, usando a proteína SkQ1

por Encontro Digital 20/02/2017 09:11

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The A.N. Belozersky Institute of Physico-Chemical Biology/Divulgação
Cientistas russos descobriram que a proteína SkQ1 tem capacidade de impedir a oxidação da mitocôndria, ou seja, é capaz de retardar o envelhecimento do organismo (foto: The A.N. Belozersky Institute of Physico-Chemical Biology/Divulgação)
Para quem vive buscando tratamentos inovadores para retardar o envelhecimento, uma solução pode chegar ao mercaod em breve. Graças ao trabalho de biólogos russos, foi possível criar uma substância que funciona como antioxidante diretamente nas células. A pesquisa conseguiu prolongar a vida das cobaias em 15% ou 45 dias. O resultado foi publicado na revista científica americana Aging.

"Esta pesquisa tem bastante importância, tanto no sentido teórico, quanto do ponto de vista prático. Por um lado, ela mostra o papel fundamental das formas ativas de oxigênio, produzidas pelas mitocôndrias, durante processo de envelhecimento dos mamíferos. Por outro lado, abre um caminho para o tratamento do envelhecimento com antioxidantes dirigidos especificamente às mitocôndrias", afirma o cientista Vladimir Skulachev, diretor da faculdade de Bioengenharia e Bioinformática da Universidade Federal Lomonosov, em Moscou, Rússia, no artigo publicado na Aging.

A equipe de cientistas chefiada por Skulachev está trabalhando na criação de medicamentos que retardem o envelhecimento de uma das partes mais importantes das células, as mitocôndrias – que são uma espécie de 'geradores de energia' do nosso corpo.

Nas mitocôndrias ocorre o processo de oxidação de nutrientes e a transformação da sua energia em moléculas ATP, que liberam a energia necessária para o funcionamento da célula.

Há vários anos, a equipe de cientistas russos descobriu que a molécula de proteína SkQ1 pode resolver o problema do envelhecimento celular. Esta substância é uma espécie de antioxidante forte, capaz de se inserir nas mitocôndrias e neutralizar as moléculas oxidantes que as prejudicam, destruindo suas paredes.

Os cientistas da Universidade Federal Lomonosov realizaram testes em cobaias especiais: ratos que foram geneticamente modificados para se tornarem predispostos ao surgimento de mutações acidentais no DNA das mitocôndrias. Estas cobaias vivem menos do que os ratos normais, ou seja, até 290 dias, ao invés de até três anos. A morte é causada pela acumulação de mutações e destruição das mitocôndrias Com isso, as células morrem, provocando envelhecimento prematuro e o falecimento do animal.

%u200B%u200BOs ratos foram divididos em dois grupos: um recebeu uma alimentação simples e o outro, uma dieta rica em SkQ1. Como resultado, os ratos do grupo de controle começaram a perder peso e pelo, sofrendo envelhecimento. Já as cobaias tratadas com a proteína não mostraram sinais de oxidação celular, vivendo até 45 dias a mais, ou seja, chegaram a 335 dias de vida. Por outro lado, o grupo de controle viveu apenas 290 dias, no máximo.

(com Agência Sputnik)

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