Emater-MG pesquisa variedades mais nutritivas de mandioca

Estão sendo estudadas plantas que produzem em menos tempo e que são enriquecidas com betacaroteno

por Encontro Digital 27/03/2017 13:26

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Emater/Divulgação
A Emater está testando novas variedades de mandioca na cidade de Ituiutaba (MG), que são mais nutritivas e que produzem em menos tempo (foto: Emater/Divulgação)
Aipim, macaxeira, macamba. Em cada região de Minas Gerais existe um jeito 'carinhoso' de chamar a mandioca. E de preparar. É que o alimento serve como ingrediente tanto para pratos típicos doces quanto salgados. De olho na boa aceitação e visando diversificar o mercado, o governo de Minas Gerais, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) está testando variedades de mandioca que são mais nutritivas e que têm período de produção mais reduzido.

O projeto piloto, com nove tipos de mudas, está sendo desenvolvido em Ituiutaba (MG), em parceria com o Instituto Federal do Triângulo Mineiro. Nesta primeira fase, está sendo testada a aceitação das espécies nos solos arenosos e com clima quente. A segunda fase começa em julho, quando serão colhidas as primeiras mandiocas, que passarão pelo teste que avalia tempo de cozimento, sabor, aparência da planta e da raiz (parte comestível), peso etc.

Ao fim da fase de testes, a Emater-MG do município vai disponibilizar as novas mudas para os agricultores. Os  interessados receberão também as instruções de cultivo da nova planta. Por enquanto, somente a região de Ituiutaba será contemplada com o projeto, que é pioneiro em Minas.

O engenheiro agrônomo Reginaldo Ângelo de Sousa, responsável pela pesquisa na Emater, explica as vantagens das novas variedades de mandioca. "A planta foi modificada justamente para ter seu período de desenvolvimento encurtado, sendo colhida quatro meses mais cedo. O prazo para colheita pode variar entre 10 e 24 meses, dependendo do tipo e do uso. Isso vai aumentar a produtividade. Por outro lado, o produto é diferenciado, pois foi enriquecido com betacaroteno, um pigmento nutritivo conhecido pelas propriedades antioxidantes, capazes de atenuar o envelhecimento da pele, dos ossos e favorecer a imunidade. E nada disso deve mudar o preço", esclarece o engenheiro.

Além da coloração mais acentuada, segundo Reginaldo Sousa, o grau de saciedade das novas mandiocas também é bem mais intenso devido ao enriquecimento nutritivo do gene da raiz.

História e mercado

No Brasil, a expansão do plantio da mandioca acompanhou a ocupação do território brasileiro. E, antes mesmo de ser comercializada, era trocada pelos índios por objetos trazidos pelos navegantes portugueses, por meio do escambo. Hoje, o país é o segundo maior produtor sendo responsável por 23,7 milhões de toneladas de raízes frescas de mandioca. Minas Gerais está em oitavo lugar na produção nacional de mandioca.

Em 2016, a agricultura mineira registrou 844,3 mil toneladas da raiz em uma área colhida de 58,1 mil hectares. Para este ano, a expectativa da safra mineira é de 844,4 mil toneladas na mesma área plantada. O norte de Minas é a região que lidera a produção no estado. Para 2017, a região tem expectativa de safra de 197 mil toneladas (23,3% da produção mineira).

A mandioca é um alimento energético, riquíssimo em carboidratos (amido e açúcares) e em vitaminas do complexo B, cálcio, fósforo e ferro. Aquelas com polpa amarelada apresentam vantagem adicional, com bons teores de caroteno, que é transformado pelo organismo em retinol ou vitamina A, essencial à visão, pele e mucosas.

(com Agência Minas)

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