Presidente da Anac defende cobrança de bagagem para valorizar o mercado nacional

Segundo José Ricardo Botelho, a cobrança pode atrair investimentos estrangeiros

por Encontro Digital 29/03/2017 17:00

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Segundo o presidente da Anac, Brasil devia seguir o exemplo de outros países e liberar a cobrança das bagagens despachadas, para favorecer o crescimento do mercado de aviação no país (foto: Pixabay)
O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), José Ricardo Botelho, defendeu nesta quarta, dia 29 de março, que a cobrança por parte das companhias aéreas pelo despacho de bagagens dos passageiros pode favorecer o crescimento do mercado brasileiro de aviação.

Botelho participou da abertura do International Brazil Air Show, no aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e disse que os americanos adotaram essa norma em 1970 e, hoje, transportam 900 milhões de pessoas. Ele acrescentou que países como Itália e Inglaterra, entre outros, têm regulação semelhante à que a Anac quer implementar no Brasil. O presidente da agência salientou que, quando fala de elevação do número de passageiros, isso significa aumento de infraestrutura e geração de empregos.

Em dezembro do ano passado, a Anac publicou uma resolução que previa o fim da franquia gratuita de bagagem para os passageiros do transporte aéreo, que passariam a pagar para despachar os volumes. A medida, entretanto, foi suspensa por uma decisão da justiça. Com isso, permanecem em vigor as franquias mínimas de bagagem despachada: 23 kg em voos nacionais e duas malas de 32 kg em viagens internacionais.

O presidente da Anac disse ainda que as empresas "low cost" (companhias aéreas de baixos custo e tarifa) não têm interesse de vir para o Brasil. "O que nós estamos fazendo é criar um mercado adequado para que essas empresas olhem para esse mercado em potencial, que é muito grande, e digam 'eu quero ir para o Brasil'", comenta José Ricardo Botelho.

A liberação da cobrança das bagagens dos passageiros é, segundo ele, um passo nesse sentido. "Com certeza, ela facilita", continua o diretor. Outra possibilidade seria ampliar a participação estrangeira no capital das empresas aéreas brasileiras.

(com Agência Brasil)

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