Conheça o problema raríssimo que deixa os ossos 150% mais duros que o granito

A doença genética é chamada de esclerosteose e acomete apenas 100 pessoas em todo o mundo

por Vinícius Andrade 07/04/2017 09:35

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BBC/Reprodução
Timothy Dreyer vive na África do Sul e sofre com uma condição genética rara, chamada esclerosteose, que faz com que seus ossos sejam 150% mais fortes que o granito (foto: BBC/Reprodução)
O sul-africano Timothy Dreyer sofre de uma condição genética rara, capaz de deixar seus ossos 150% mais densos que o granito. Pode parecer uma característica favorável, quase um poder à la X-Men, mas, o homem, conhecido como Tim, sofre consequências graves dessa doença chamada esclerosteose, que afeta aproximadamente 100 pessoas em todo o mundo.

O crescimento excessivo dos ossos é causado por uma mutação genética, que, segundo o ortopedista Jefferson Soares leal, professor da UFMG, pode ocorrer de forma espontânea e aleatória ou por erros durante a divisão celular devido à exposição a radiação, produtos químicos, vírus, entre outros.

"Algumas mutações podem ser benéficas e resultar em característica positivas nos descendentes: mais  fortes, ou mais ágeis, ou mais bonitos. Por outro lado, existem as mutações negativas que produzem características desfavoráveis nos descendentes como é o caso da esclerosteose", explica o ortopedista.

Segundo o médico, a condição rara faz com que o organismo não consiga parar de mineralizar o osso. Com isso, o esqueleto se torna mais espesso e endurecido, a ponto de fechar alguns orifícios e impedir a passagem de nervos que atravessam o crânio, como, por exemplo, aqueles responsáveis pelo olfato, audição, paladar, visão e movimentos dos músculos da face.

"Em casos graves, pode haver compressão do próprio encéfalo e do tronco cerebral, o que compromete a vida. O osso cresce mais e pode se tornar mais duro. Entretanto, o osso reforçado pode ser paradoxalmente mais frágil e se quebrar facilmente. Dureza e fragilidade costumam caminhar juntas. O vidro, por exemplo, é frágil e se quebra facilmente porque é muito duro", exemplifica o especialista.

De acordo com Jefferson Leal, as manifestações clínicas são facilmente identificáveis. A dificuldade no diagnóstico está em relacionar essas características à esclerosteose. A confirmação pode ser feita com testes genéticos complexos. Em casos graves, a expectativa de vida é reduzida, conforme esclarece o professor da UFMG.

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