Brasil participa da construção de telescópio gigante no Chile

O Telescópio Gigante Magalhães será 100 vezes mais potente que o Hubble

por Encontro Digital 04/05/2017 11:41

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YouTube/Agência FAPESP/Reprodução
O Telescópio Gigante Magalhães (Giant Magellan Telescope) será instalado no deserto do Atacama, no Chile, e será muito mais potente que o Hubble (foto: YouTube/Agência FAPESP/Reprodução)
Poucas pessoas sabem, mas o Brasil faz parte do grupo de países que estão construindo o Telescópio Gigante Magalhães (Giant Magellan Telescope ou GMT, em inglês). Ele é o primeiro de uma classe conhecida como "telescópios extremamente grandes". Com um conjunto de sete espelhos de 8 m e 40 cm cada um, os sete espelhos do GMT correspondem a um único espelho de 25 m de diâmetro e serão capazes de explorar o cosmos com definição e sensibilidade sem precedentes.

Com um poder coletor 100 vezes maior que o telescópio espacial Hubble, e com imagens 10 vezes mais nítidas, o GMT vai mirar no espaço longínquo para explorar o passado do Universo. Ele será tão potente que poderá "enxergar" até próximo do limite do Big Bang, quando as primeiras estrelas, galáxias e buracos negros estavam se formando.

A construção do Telescópio Gigante Magalhães está sendo realziada no deserto do Atacama, junto ao observatório Las Campanas, no Chile. Construir um telescópio como o GMT é um empreendimento monumental. Com um custo estimado em US$ 1 bilhão, o projeto é composto por um consórcio internacional e envolve diversos países: Austrália, Coreia do Sul, Chile, Brasil e universidades dos Estados Unidos.

O Brasil é representado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que investiu US$ 40 milhões, o que equivale a 4% do investimento total do projeto. Com isso, os pesquisadores brasileiros terão direito a 4% do tempo de operação do GMT.

"O GMT tem uma série de ambições científicas que justificam o investimento e o esforço com que ele está sendo construído. Queremos descobrir, por exemplo, planetas habitáveis e caracterizá-los da melhor forma possível, isto é, descobrir se eles têm água, se eles têm oxigênio em estado livre que são essenciais para que a vida possa se reproduzir. Queremos também descobrir o que ocorreu entre o Big Bang e o Universo", comenta João Steiner, professor no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

(com Agência Fapesp)

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