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Estado de Minas BEM-ESTAR

Especialista esclarece algumas dúvidas sobre sexualidade na gravidez

Será que o ato sexual pode atrapalhar o bebê dentro do útero? Confira alguns mitos e verdades sobre o tema


postado em 26/05/2017 09:30

Quando se trata de sexualidade, muitos tabus ainda rondam o tema. Um deles está relacionado com a gravidez. Será que o casal deve se abster de sexo durante a gestação? Existem restrições em relação ao ato sexual?

Segundo o ginecologista Renato de Oliveira, da clínica Criogênesis, de São Paulo, a maioria dos casais que serão pais pela primeira vez vai ao médico com inúmeras dúvidas relacionadas à sexualidade durante o período da gestação.

Para sanar algumas dúvidas dos casais, o especialista enumera mitos e verdades relacionadas ao tema.

Manter relações sexuais durante a gravidez é seguro
Verdade. Se for uma gravidez normal, sem complicações ou riscos, o sexo é seguro, liberado e recomendado. Muitas pesquisas já mostraram que as relações sexuais são bem-vindas na gestação, tanto fisicamente quanto emocionalmente, já que isso ajuda a manter um vínculo efetivo entre o casal. "Restringir a sexualidade durante toda a gravidez acaba limitando o relacionamento. Portanto, se o médico contraindicar, é importante conversar sobre outras maneiras de ter uma relação sexual sem penetração, justamente para não acabar com essa troca de olhares e carinho", comenta Renato de Oliveira. O médico lembra que, em algumas situações, como a presença de sangramento vaginal ou placenta de inserção baixa, não se recomenda a prática de relações sexuais durante a gravidez.

A mulher grávida não tem orgasmo
Mito.
A gestante pode ter orgasmos normalmente. Se isso não estiver ocorrendo, na maioria das vezes, após avaliação médica, o que pode estar atrapalhando a relação é o fator psicológico. Há casais que optam por não ter relações sexuais com penetração, devido ao tamanho da barriga ou à proximidade com o parto, preferindo dedicar-se ao sexo oral ou à masturbação mútua. Esta opção pode ser feita.

Algumas mulheres, durante a gravidez, têm a libido diminuída
Verdade.
Isto pode acontecer, afinal, as mudanças no corpo podem afetar a vida sexual em algum momento. Há mulheres que sentem ainda mais prazer, pelo fato de não terem de se preocupar com a contracepção. Mas, outras, ficam mais cansadas ou enjoadas, principalmente no primeiro trimestre. Vale destacar que o segundo trimestre da gestação costuma ser marcado pelo reacendimento da libido, que pode voltar a diminuir quando a muhler chega ao terceiro trimestre, por conta do desconforto da barriga ou pela ansiedade com a aproximação do parto.

O ato sexual prejudica o bebê
Mito.
O bebê não é prejudicado com o ato sexual, pois a membrana protetora que sela a cerviz ajuda a protegê-lo. Além disso, o saco amniótico e os fortes músculos do útero também o protegem. Durante um orgasmo, por exemplo, o bebê pode mexer-se mais vezes.

O orgasmo pode induzir o parto
Verdade.
Há esta possibilidade uma vez que o orgasmo liberta oxitocina, que faz com que o útero sofra contrações. O sêmen também contém prostaglandinas, que pode causar um efeito semelhante dentro do sistema reprodutivo da grávida.

Os fetos também se beneficiam do prazer relacionado ao sexo devido à endorfina
Mito.
Não há trabalhos científicos que embasem essa afirmação. O importante, mesmo, para o bom desenvolvimento do bebê, é a mãe estar com boa saúde, tanto física quanto psicológica. No entanto, é importante salientar que, no último trimestre da gestação, o bebê está mais sensível aos estímulos do meio externo, como sons ou movimentos, por exemplo. E com relação ao sexo dos pais, ele poderá sentir mais estimulação mecânica, da mesma forma que ocorre quando a mãe se locomove nas suas atividades diárias.

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