Índice de Confiança do Consumidor da FGV cresce mais de 11 pontos

Ele ainda é considerado pessimista, mas já representa um sinal de melhoria da economia brasileira

por Encontro Digital 24/05/2017 09:54

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Valter Campanato/Agência Brasil/Divulgação
Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança do Consumidor acumulado nos cinco meses do ano chega a 84,2 pontos, uma alta de 1,1 pontos (foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Divulgação)
O Índice de Confiança do Consumidor avançou dois pontos de abril para maio e acumula alta de 11,1 pontos nos primeiros cinco meses do ano, passando para 84,2 pontos. Os dados foram divulgados na manhã desta quarta, dia 24 de maio, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A evolução favorável da confiança dos consumidores em maio recupera parte da queda de mais de três pontos no mês anterior, quando o índice atingiu 82,2 pontos. Para a coordenadora da Sondagem do Consumidor da FGV, Viviane Seda Bittencourt, "o resultado foi influenciado pela melhora das expectativas com relação à situação financeira das famílias e o ímpeto de compras, ambos os quesitos positivamente influenciados pela inflação mais baixa e os juros nominais em queda".

De acordo com o critério da pesquisa, quando o índice fica abaixo de 100 pontos, a interpretação técnica é de que os entrevistados estão pessimistas e quando fica acima, estão otimistas.

Análise dos dados

A percepção dos consumidores quanto à situação atual permaneceu estável em maio, mas houve melhora das expectativas em relação ao futuro. O Índice da Situação Atual registrou queda de 0,3 ponto, chegando a 70,5 pontos, e o Índice de Expectativas avançou 3,5 pontos, atingindo 94,6 pontos.

No que diz respeito à situação das famílias, o indicador de situação financeira atual apresentou um recuo de 1,3 ponto, atingindo 64,1 pontos. Foi a maior queda desde dezembro de 2016.

Embora o nível de satisfação dos consumidores em relação à situação financeira familiar ainda esteja baixo e venha registrando quedas há dois meses, as expectativas em relação aos próximos meses voltou a melhorar e atinge 95,5 pontos – o maior nível desde outubro de 2014.

"Com melhores perspectivas sobre as finanças familiares, os consumidores também responderam de forma mais favorável ao quesito que mede o ímpeto por compras de bens duráveis, que exerceu a maior influência sobre o Índice de Confiança do Consumidor no mês, com alta de 7,4 pontos, para 78,5 pontos", esclarece a especialista da FGV. Em maio, o indicador recuperou a queda de 7,2 pontos apresentada em abril.

Faixas de renda

Nas famílias com renda mensal até R$ 2,1 mil e acima de R$ 9,6 mil, a confiança subiu, recuperando a queda ocorrida no mês anterior. Já as famílias com renda mensal entre R$ 2,1 mil e R$ 4,8 mil registraram novas perdas.

"Essa queda é consequência de uma piora da situação financeira familiar, que atingiu o menor nível já apresentado para este quesito entre todas as rendas: 40 pontos", comenta Viviane Bittencourt.

A edição de maio de 2017 coletou informações de 1970 domicílios entre os dias 2 e 20 de maio. A próxima divulgação da Sondagem do Consumidor ocorrerá em 26 de junho de 2017.

(com Agência Brasil)

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