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Estado de Minas SAúDE

Saiba mais sobre a tuberculose

Doença infectocontagiosa afeta 80 mil brasileiros todos os anos


postado em 04/05/2017 12:46

Nesta época do ano, com o tempo mais frio e seco, é comum o aparecimento de doenças respiratórias, inclusive mais garves, como a tuberculose. Ela é infectocontagiosa de transmissão direta, de pessoa para pessoa. Os mais vulneráveis à doença são aquelas que possuem baixa imunidade. No Brasil, a tuberculose não foi erradicada e cerca de 80 mil casos são diagnosticados todos os anos.

O paciente infectado, ao falar, espirrar e tossir, expele partículas com as bactérias no ar e outro indivíduo pode aspirar e se contaminar também. Por isso, a principal forma de contaminação acontece com pessoas que moram com o paciente ou que convivem com ele em ambientes fechados. De acordo com o professor Valdes Roberto Bollela, do departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, em entrevista para a Rádio USP, a partícula pode ficar suspensa no ar por horas.

Tosse, febre, sudorese noturna, cansaço, fraqueza e perda de peso são alguns dos principais sintomas da doença, que é silenciosa e, por isso, o infectado pode demorar de duas semanas até quatro meses para procurar ajuda médica. "Com a demora, o risco de contaminação aumenta", lembra o pesquisador.

Bolella afirma que a doença afeta com maior frequência o pulmão, porque a bactéria se desenvolve melhor com o oxigênio e é nesse órgão que acontece as trocas gasosas. "Mas, em raros casos, da doença pode atingir também os gânglios, ossos, fígado, rins, útero e pode levar a meningite por tuberculose, nesses órgãos não há transmissão", esclarece o especialista.

O tratamento para a tuebrculose é feito em casa. Apenas casos especiais são realizados no hospital, por causa do risco de contaminação. O uso de medicamentos por via oral se dá durante seis meses – nos primeiros dois meses, o paciente toma quatro tipos de remédios e, nos últimos quatro, somente dois.

O professor Valdes Bollela alerta sobre a importância do uso correto dos remédios para a cura dessa grave doença. Ainda mais porque existem pacientes que que não têm condição de concluir o tratamento, por questões socioeconômicas, falta de apoio e até pelo uso do álcool. "Esse é o principal desafio para a erradicação da doença, já que o infectado volta a contaminar outros indivíduos", afirma o médico.

(com Rádio USP)

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