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Estado de Minas SAúDE

Tire suas dúvidas sobre a infecção hospitalar

Anvisa dá dicas para se evitar o problema que pode surgir em hospitais, clínicas e até em consultórios médicos


postado em 19/05/2017 17:00

Infecção hospitalar é aquela adquirida durante o atendimento ou internação em algum serviço de saúde. Esse problema atrasa a recuperação dos pacientes, aumenta o custo com as internações e pode acabar levando à morte.

Para prevenir a infecção hospitalar, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as principais recomendações envolvem hábitos e cuidados dos pacientes e profissionais de saúde, além de melhoria nos procedimentos internos dos serviços de hospitais e clínicas. A Anvisa lembra que a infecção também ocorre dentro de consultórios e não é exclusiva da rede hospitalar.

Como mostra a agência, a maior parte das infecções hospitalares é provocada por micro-organismos presentes no próprio paciente. Em geral, são patógenos que já vivem no nosso corpo ou no meio ambiente e se aproveitam quando o sistema imunológico do paciente está mais frágil.

As infecções adquiridas em serviços de saúde podem ser provocadas também por falha nos procedimentos realizados pelos profissionais e serem transmitidas pelas mãos de médicos ou enfermeiros, por materiais ou por contato com outros pacientes infectados.

Pessoas internadas em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) têm ainda maior probabilidade de contrair infecções, pois, segundo a Anvisa, o uso de equipamentos invasivos, como cateter e respirador (para ventilação mecânica), facilitam a entrada de bactérias e vírus. Lesões na pele do paciente também são portas de entrada para esses micro-organismos. Por isso, a higienização das mãos antes e depois de uma visita ou contato com o paciente é uma das recomendações mais básicas na prevenção de infecções.

A Anvisa dá dicas para se proteger das infecções hospitalares:

  • Se estiver usando cateter ou dreno, pergunte quando será retirado. Quanto antes, menor a chance de infecção

  • Ao se preparar para uma cirurgia, pergunte ao profissional se há alguma medida específica que você pode tomar para prevenir infecções

  • Na dúvida, pergunte como se soletra o nome do antibiótico prescrito na receita. Não deixe isso para o profissional da farmácia e tenha certeza sobre o nome, dosagem e frequência do que você deve tomar

  • Em caso de uso de respirador (ventilação mecânica), garanta que a cabeceira da cama tenha uma elevação de 30 a 45 graus e verifique se está sendo feita a higiene da boca do paciente com algum antisséptico

  • Pergunte ao profissional de saúde se há previsão para suspensão da sedação e retirada da ventilação mecânica. Quanto antes melhor

  • Cobre do serviço de saúde a disponibilização de álcool gel para a higiene das mãos próximo ao quarto ou aos leitos

  • Lave as mãos antes e depois de visitar o paciente

  • Febre, vermelhidão e pus no local onde foi feita uma cirurgia não é bom sinal. Avise o médico ou volte ao serviço de saúde, se você já teve alta

  • Tosse, gripe, conjuntivite, lesão aberta na pele? Não visite pessoas internadas se estiver nessas condições

  • Não se sente no leito do paciente

(com Ascom da Anvisa)

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