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Estado de Minas PATRIMôNIO

Vereadores constatam abandono do acervo do Museu de Arte da Pampulha

Algumas obras do MAP estariam sofrendo degradação por estarem armazenadas em locais inapropriados


postado em 15/05/2017 11:35

Vereadores da a Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) fizeram uma visita ao acervo do Museu de Arte da Pampulha (MAP), na terça, dia 9 de maio, após denúncias recebidas de que o equipamento estaria em estado de abandono e má gestão, com número reduzido de exposições e usado para festas e eventos. Coautores do requerimento para a atividade, os vereadores Pedro Patrus (PT) e Arnaldo Godoy (PT) puderam constatar que obras importantes do museu não estão expostas e não estão ao alcance da população, descumprindo sua função como espaço para a memória e preservação das artes visuais.

O MAP faz parte do Conjunto Moderno da Pampulha, que ganhou o título de Patrimônio Cultural da Humanidade em julho do ano passado, graças a título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Segundo o gestor do museu, Carlos Henrique Bicalho, há pelo menos 10 anos o MAP vem sofrendo com a falta de atualização de repasses de recursos e, "de um tempo pra cá, com cortes radicais do orçamento que chegam a 150%".

Dono de um acervo imensurável, o MAP possui hoje parte dele armazenado em um galpão pertencente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e também no Mercado Distrital Santa Tereza, devido à falta de condições estruturais adequadas. Segundo Luciana Bonadio, técnica em conservação da Fundação Municipal de Cultura (FMC), existe uma obra de arte armazenada nestes espaços que foi completamente danificada e vai ter que ser incinerada. "Outras obras que também foram danificadas nestes espaços e são passíveis de reconstrução não poderão ser feitas porque faltam recursos", reclama a funcionária.

Perspectivas

Gustavo Mendicino, diretor do Conjunto Moderno da Pampulha, lembra que o MAP, referência em arte contemporânea no Brasil, vai completar 60 anos em 2017. "O museu está passando por um período entre exposições e, assim que a gente conseguir efetivá-las, bem como a programação dos 60 anos, vamos estar plenamente exercendo suas funções, usando o auditório e os espaços para eventos culturais e promovendo a visitação", afirma o diretor. Mendicino lembra que o processo de preservação e restauração é um trabalho diário e contínuo, e garante que os gestores culturais estão sempre em busca de soluções para que os trabalhos caminhem da melhor maneira possível.

Para o vereador Pedro Patrus, "é extremamente triste vermos que o único museu público de arte da nossa cidade está largado às traças. Depois da visita, ainda é mais urgente discutirmos sobre o problema do museu, um espaço que deu sustentação para tornar a região da Pampulha um Patrimônio da Humanidade".

Para tentar achar uma solução para o problema do museu, uma audiência pública será realizada pela Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo nesta segunda, dia 15 de maio.

(com Superintendência de Comunicação Institucional da CMBH)

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