Biblioteca da Assembleia Legislativa de Minas Gerais completa 125 anos

O espaço foi criado quando o legislativo ainda ficava em Ouro Preto, antiga sede do governo mineiro

por Encontro Digital 21/06/2017 12:00

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Arquivo ALMG/Divulgação
Criada em 1892, a biblioteca Deputado Camilo Prates, da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, teve como sede o casarão histórico que hoje é a Faculdade de Farmácia da Ufop (foto: Arquivo ALMG/Divulgação)
Na quinta-feira, dia 22 de junho, a biblioteca Deputado Camilo Prates, que é vinculada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), vai completar 125 anos. O setor foi criado em 1892, três anos após a Proclamação da República, época em que o legislativo mineiro tinha sua sede em Ouro Preto, então capital de Minas. Ao longo de toda a sua trajetória, a biblioteca passou por diferentes momentos históricos.

O espaço possui um acervo dedicado às áreas de Direito e Ciência Política, além de assuntos relacionados às políticas públicas estaduais e ao processo legislativo. A biblioteca registra cerca de oito mil atendimentos por ano, considerando os serviços de empréstimos, pesquisas e consultas.

Além de fornecer suporte informacional para o desempenho das atividades dos deputados e dos servidores, a biblioteca também é aberta ao público externo, que pode utilizar o espaço para estudos, bem como consultar, no local, o acervo disponível.

Documentos históricos

A biblioteca da ALMG preserva informações sobre fatos históricos importantes da política mineira e brasileira. Entre os registros que compõem o acervo estão obras que tratam de temas como a mudança da capital de Minas, a Revolução de 1930, a suspensão de atividades do legislativo durante o Estado Novo, a Ditadura Militar, a campanha pelas Diretas Já e a redemocratização.

Também é possível consultar, no arquivo vinculado à biblioteca, documentos como as constituições estaduais originais de 1935, 1947 e 1970; todos os projetos de leis a partir de 1959, além das emendas apresentadas ao projeto da Constituição de 1989, das notícias de jornais da época e das sugestões populares à Assembleia Constituinte.

Trajetória

A criação da biblioteca Deputado Camilo Prates é resultado de um projeto de resolução do então deputado Camilo Prates, que propôs a implementação do espaço em anexo à casa legislativa.

Durante cinco anos, a sede da biblioteca foi o prédio onde hoje funciona a Escola de Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto. Em 1897, com a mudança da capital para Belo Horizonte, que na época era chamada de Cidade de Minas, o setor instalou-se na avenida Afonso Pena, entre as ruas da Bahia e Tupis, e posteriormente, na Praça da República, atual praça Afonso Arinos.

Incêndio

No casarão da praça Afonso Arinos, na noite de 16 de setembro de 1959, a biblioteca da Assembleia de Minas viveu o pior momento de sua história. Um incêndio, provavelmente provocado por curto-circuito, destruiu grande parte do acervo bibliográfico e dos documentos do arquivo.

Como a estrutura do edifício era de madeira, o fogo se alastrou facilmente e o telhado acabou desabando. Foram salvos pouquíssimos projetos de lei e algumas atas manuscritas. De acordo com o livro Diálogo com o Tempo – 170 Anos do Legislativo Mineiro, além da biblioteca, foram queimados o plenário, as galerias, as salas da Maioria, da Minoria e das comissões, os arquivos particulares dos deputados, a contabilidade e o serviço de pessoal.

Após o incidente, a biblioteca e a própria ALMG foram transferidas para a rua Tamoios e, em 1972, para o Palácio da Inconfidência. Há 22 anos, o setor está localizado nos andares SE e 1S do palácio, que fica junto à praça Carlos Chagas, no bairro Santo Agostinho, região centro-sul de BH. Em 2017, o espaço passou por uma grande reforma e readequação.

(com assessoria de imprensa da ALMG)

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