Pesquisadores brasileiros criam colher que ajuda pacientes com doenças debilitantes

O acessório foi pensado para facilitar a vida de vítimas do Mal de Parkinson

por Encontro Digital 06/06/2017 10:52

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NUMA-SEM-EESC-USP e UFTM/Divulgação
Além do design pensado para quem não consegue segurar uma colher comum, o novo dispositivo ainda permite que seu peso seja aumentado, para ajudar na estabilidade (foto: NUMA-SEM-EESC-USP e UFTM/Divulgação)
Diversas doenças debilitantes acabam dificultando o dia a dia de muitos pacientes, que, às vezes, não são capazes nem de usar os talheres de forma adequada durante uma refeição. Pensando nisso, pesquisadores da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP) e da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) criaram um protótipo funcional de uma colher adaptada para pessoas com dificuldades motoras.

A demanda pela criação de um instrumento que facilite a vida das pessoas que sofrem com o Mal de Parkinson, por exemplo, foi identificada em 2014 pela então universitária Beatriz L. Pachelli, da graduação em Terapia Ocupacional da UFTM, aproveitou o tema para realizar seu trabalho de conclusão do curso. Beatriz realizou experimentos com duas colheres, uma padrão e outra adaptada adquirida comercialmente por importação, e obteve resultados positivos nos testes com o dispositivo adaptado – ela contou com um voluntário que sofre com Parkinson. Como o item importado tem um custo elevado, a pesquisadora decidiu desenvolver um novo modelo de colher que fosse acessível aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Beatriz Pachelli contou, então, com o apoio da professora Zilda de Castro Silveira, da EESC-USP, que já participava de outro trabalho na área de tecnologia assistiva.

O utensílio obtido pela parceria pode ser utilizado sem restrições por indivíduos que tenham graus iniciais do Mal de Parkinson ou ainda por pessoas acometidas de outras doenças e acidentes que dificultem a "pegada" no cabo de uma colher comum. "O dispositivo projetado possui o cabo para segurar dividido em quatro compartimentos nos quais é possível inserir água para alterar o peso, melhorar a estabilidade da preensão e, assim, dar mais autonomia ao usuário durante o processo de alimentação", explica a professora Zilda Silveira.

O novo instrumento foi patenteado no início deste ano, e o protótipo funcional está em fase de testes preliminares, por meio do delineamento de experimentos denominados Single-User, em um projeto de iniciação científica da UFTM.

(com Assessoria de Comunicação da EESC-USP)

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