Prefeitura de Belo Horizonte tem intenção de adquirir terreno da Mata do Planalto

Área de 300 mil m² é um resquício da Mata Atlântica na capital mineira e pode virar um grande empreendimento imobiliário

por Encontro Digital 09/06/2017 14:47

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Google Maps/Divulgação
A Mata do Planalto ocupa 300 mil m² na região norte de Belo Horizonte e é uma verdadeira reserva ambiental, com várias espécies de plantas, aves e répteis (foto: Google Maps/Divulgação)
Constituindo-se como uma ilha verde em meio a uma região amplamente pavimentada e adensada, a Mata do Planalto, localizada na região norte de Belo Horizonte, recebeu uma visita técnica da Comissão de Meio Ambiente e Política Urbana da Câmara Municipal na quarta, dia 7 de junho. Solicitada pelos vereadores Edmar Branco (PT do B) e Juliano Lopes (PTC), a atividade, que contou com a participação de lideranças comunitárias e representantes do poder público, trouxe novamente o debate acerca da incansável luta pela preservação da última grande reserva ambiental de Belo Horizonte. A Fundação de Parques Municipais defende a proteção da área e a prefeitura teria proposto a troca do terreno, de propriedade particular, por uma área pública.

A moradora Maghali Ferraz, presidente da Associação do Bairro Planalto, conta que o movimento pela preservação da Mata do Planalto já dura oito anos. A área, bioma de Mata Atlântica, possui cerca de 300 mil m²; 20 nascentes que formam o córrego Bacuraus e deságua no rio das Velhas; flora composta de ipê amarelo, jacarandá-da-bahia e outras espécies ameaçadas de extinção; fauna de 68 espécies de aves, como tucanos, beija-flor-de-fronte-violeta e tantas outras ameaçadas de extinção; micos e vários répteis.

Atualmente, as companhias que pretendem empreender no local trabalham para obter o licenciamento para a construção de 16 prédios, com 16 andares, totalizando 760 apartamentos, com 1300 vagas de garagens. Para Maghali, "tal obra irá impactar a região e provocará devastação ambiental, com consequentes mortes de animais, destruição da flora e supressão de 20 nascentes, mudança radical do microclima da região e piora na qualidade de vida dos moradores".

Defesa do patrimônio

Segundo Sérgio Augusto Domingues, presidente interino da Fundação de Parques Municipais, a Mata do Planalto é uma propriedade privada e a expectativa da população é de que todo o local venha a ser uma área protegida. Ele lembra que esses fragmentos de Mata Atlântica em uma cidade como Belo Horizonte são fundamentais para o equilíbrio do ecossistema, como a regulação do clima, além de ser habitat para vários animais e ajudar na absorção das águas da chuva. "A gama de serviços ambientais que uma área verde deste porte presta para a população é de grande valia", comenta Sérgio Domingues.

O vereador Juliano Lopes, representante da CMBH no Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam), afirma quem em reunião na PBH no mês de março, juntamente com alguns representantes da Associação do Bairro Planalto, o prefeito Alexandre Kalil teria reafirmado a necessidade de preservação da mata, como fez na época de sua campanha, em 2016. Ainda segundo o parlamentar, "a prefeitura pretende propor uma troca de terreno com o atual proprietário, que também não pode ser prejudicado, já que a área é um terreno particular, medida esta que só deve ser tomada após a aprovação do Plano Diretor".

(com Superintendência de Comunicação Institucional da CMBH)

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