Aprovação do governo de Michel Temer chega a 5%

Dados da pesquisa CNI-Ibope aponta uma rejeição de 70% do peemedebista

por Encontro Digital 27/07/2017 11:58

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Antonio Cruz/Agência Brasil/Divulgação
Desde 1989, durante a presidência de José Sarney, um governo não teve aprovação tão baixa quanto a de Michel Temer, segundo a pesquisa CNI-Ibope (foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Divulgação)
O governo do presidente Michel Temer foi considerado ruim ou péssimo por 70% da população, de acordo com a pesquisa CNI-Ibope. Já 5% consideram ótimo ou bom, 21% regular e 3% não sabem ou não responderam. O levantamento foi divulgado nesta quinta, dia 27 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa CNI-Ibope do segundo trimestre de 2017 foi realizada entre 13 e 16 de julho, com 2 mil pessoas em 125 municípios e revela a avaliação dos brasileiros sobre o desempenho do governo federal. No último levantamento, divulgado em março, 10% dos entrevistados avaliaram o governo como ótimo ou bom, 31% como regular, 55% como ruim ou péssimo e 4% não souberam ou não responderam. A margem de erro da pesquisa é de 2% e o nível de confiança utilizado é de 95%.

A popularidade do presidente Michel Temer caiu a seu nível mais baixo. Segundo a CNI, o nível de pessoas que avaliam o governo como ótimo ou bom é o pior desde o final do governo de José Sarney, em julho de 1989, que foi de 7%. "Dentro da margem de erro é tão pior quanto Sarney. Em termos de ruim ou péssimo, está igual a avaliação da presidente Dilma próximo do impeachment, 70%", diz Renato da Fonseca, gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI.

Ainda segundo a pesquisa, o percentual dos entrevistados que confiam em Temer caiu de 17%, em março, para 10%, em julho. Já 87% não confiam no presidente; na última avaliação, esse percentual era de 79%. O nível de pessoas que desaprova a maneira do presidente Temer governar também subiu de 73% para 83%. Entre os que aprovam a maneira de governar, eram 20% em março, agora são apenas 11%.

Para Renato da Fonseca, a crise econômica teve um peso muito forte na avaliação ruim do presidente, aliada à intensificação da crise política após a delação premiada dos executivos da JBS. "O desemprego continua elevado e, por mais que a inflação esteja caindo, as pessoas não percebem a queda nos preços, porque com inflação menor, os preços continuam subindo, só que menos", ressalta o gerente executivo da CNI.

(com Agência Brasil)

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