Romero Jucá rejeita 178 emendas à reforma trabalhista

Agora, projeto deve ser votado pelo plenário do Senado no dia 11 de julho

por Encontro Digital 07/07/2017 08:59

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Pedro França/Agência Senado/Divulgação
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) decidiu não acatar as 178 emendas à reforma trabalhista e, agora, proposta original da Comissão de Constituição e Justiça será votada dia 11 no plenário (foto: Pedro França/Agência Senado/Divulgação)
O plenário do Senado fez na quinta, dia 6 de julho, a última sessão de debates sobre o projeto de lei da reforma trabalhista antes da votação, marcada para a próxima terça-feira (11). Durante a sessão, o relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR), deu parecer contrário a todas as 178 sugestões de emendas apresentadas pelos senadores nas sessões.

Com isso, na terça-feira (11), não haverá novos debates sobre o projeto, apenas o encaminhamento para votação do texto principal – que será baseado no relatório de Jucá aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da casa – e dos destaques de bancada que forem apresentados.

Inicialmente, o relator da matéria em plenário indicado pelo presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE) foi o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que relatou a proposta na Comissão de Assuntos Econômicos. No entanto, com a ausência de Ferraço no Senado para dar parecer sobre as emendas, o presidente em exercício, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), designou Jucá como relator.

Ao rejeitar as emendas, Jucá disse que o debate sobre a reforma seria de alto nível. "É natural que cada um marque a sua posição, mas tudo foi feito no sentido de que a gente possa colocar cada um a sua ideia e que possa prevalecer a vontade da maioria", comenta o parlamentar.

O senador Paulo Paim (PT-RS), que teve o voto em separado aprovado na Comissão de Assuntos Sociais, criticou a rejeição das emendas e pediu aos colegas que avaliem as possíveis mudanças ao texto durante a votação dos destaques. "Que a gente vote, cada um com a sua consciência, no projeto principal e que, nos destaques, a gente construa o acordo que for possível, porque assim é a vida, assim é a democracia e assim é a política", diz o senador gaúcho.

(com Agência Brasil)

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