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Estado de Minas SAúDE

Sabia que as aftas podem ter origem genética?

Entenda melhor esse problema, que costuma afetar mais os jovens


postado em 12/07/2017 13:29 / atualizado em 12/07/2017 15:58

Já ouviu falar na estomatite aftosa recorrente? Esta é uma doença comum, que acomete a cavidade oral, e atinge principalmente jovens entre 10 e 19 anos – embora possa surgir em qualquer fase da vida, inclusive em bebês. Trata-se de uma condição muito dolorosa, já que há presença de múltiplas aftas na mucosa interna da boca. Isto impede o paciente de se alimentar adequadamente e, em alguns casos, costuma favorecer episódios de febre. O período mais crítico da doença costuma durar entre sete e 10 dias.

Apesar de ser muito comum, as causas da estomatite ainda são incertas. Por isso, o tratamento serve para aliviar a dor do paciente, bem como tentar aumentar os períodos livres da doença e acelerar o processo de cura das aftas. De acordo com Luiz Alexandre Thomaz, professor de Faculdade de Odontologia da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, a estomatite pode resultar de fatores genéticos, bem como da deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico. Também pode ser causada por estresse, traumas, doença celíaca e uso de determinados medicamentos.

"As aftas, ou úlceras, se formam geralmente na mucosa da face interior dos lábios e da bochecha, bem como na língua, na parte posterior do céu da boca e inclusive no começo da garganta. São pequenas, rasas, arredondadas, e têm coloração amarelo-acinzentada com bordas vermelhas. Num quadro de estomatite aftosa, é comum que se formem grupos de três ou quatro úlceras por local", esclarece o especialista.

O professor lembra que o diagnóstico da estomatite é feita pelo cirurgião-dentista que, após a descoberta do problema, normalmente indica o uso de analgésicos e antitérmicos no tratamento. "O especialista poderá prescrever corticosteroides tópicos, medicamentos para fortalecer o sistema imunológico, além de enxaguantes bucais que ofereçam algum alívio à dor. Há pacientes que podem se beneficiar inclusive da suplementação com vitaminas B1, B2, B6 e B12, além de ácido fólico ou ferro", diz Luiz Alexandre Thomaz.

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