Avaliação das rodovias federais melhorou 24% em 13 anos, diz Confederação Nacional dos Transportes

Mesmo assim, 31 mil km ainda apresentam algum tipo de problema, segundo o estudo da CNT

por Encontro Digital 10/08/2017 17:25

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Diogo Moreira/A2 Fotografia/Divulgação
Apesar de terem melhorado na avaliação feita pela Confederação Nacional dos Transportes, as rodovias federais ainda apresentam problemas em 31 mil km (foto: Diogo Moreira/A2 Fotografia/Divulgação)
O estado das rodovias públicas federais brasileiras melhorou 24%, passando de 18,7% com classificação ótimo ou bom em 2004, para 42,7%, em 2016. É o que diz o estudo Transporte Rodoviário – Desempenho do Setor, Infraestrutura e Investimentos divulgado nesta quinta, dia 10 de agosto, em Brasília, pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). A pesquisa avalia a evolução da qualidade da infraestrutura, os investimentos no setor e propõe ações para solucionar entraves.

Essa é a primeira análise da série histórica da Pesquisa CNT de Rodovias, compreendendo o período de 2004 a 2016. No levantamento, a confederação avalia 100% da malha federal do país e destaca que, apesar da evolução da qualidade, 57,3% das estradas públicas analisadas ainda apresentam condição inadequada ao tráfego, enquanto 42,7% foram consideradas ótimas ou boas.

Em 2016, cerca de 31 mil km ainda apresentavam deficiências no pavimento, na sinalização e na geometria. Esses problemas aumentam o custo operacional do transporte, comprometem a segurança nas rodovias e causam impactos negativos ao meio ambiente.

A pesquisa aponta que, nos 13 anos analisados, é possível perceber uma relação direta entre a qualidade das rodovias brasileiras e os investimentos federais em infraestrutura rodoviária. Em 2011, por exemplo, a união investiu o maior valor em infraestrutura de transporte no período: R$ 15,73 bilhões.

"Apesar de o modal rodoviário ser predominante em nossa matriz, ainda convivemos, diariamente, com buracos, erosões e falta de sinalização nas pistas. As rodovias brasileiras precisam ser modernizadas, vez que foram implantadas em um período em que o volume de transporte, de pessoas e de produtos, era muitas vezes menor", denuncia o documento da CNT.

A pesquisa apontou que a qualidade do pavimento das estradas recebeu avaliação de "regular, ruim ou péssimo" em 48,3% dos trechos avaliados. Na sinalização, 51,7% das rodovias pesquisadas apresentaram algum tipo de deficiência, enquanto para a geometria da via o percentual da extensão pesquisada que mostrou inadequações foi de 77,9%.

A região sudeste foi avaliada como a melhor malha rodoviária do país, com 55,4% da extensão pesquisada classificada com estado geral "ótimo ou bom". Já a região com as piores condições é a norte, com apenas 23,4% das rodovias pesquisadas em condições "ótimo ou bom".

Extensão

O Brasil possui 1.720.756 km de rodovias, dos quais apenas 211.468 km são pavimentados, o que representa 12,3% da extensão total. Essa quilometragem resulta em uma densidade de infraestrutura rodoviária de 24,8 km por 1.000 km² de área. Segundo a CNT, o valor é considerado baixo quando comparado a outros países de dimensão territorial semelhante. Por exemplo, nos Estados Unidos são 438,1 km por 1.000 km² de área, na China, 359,9 km; e na Rússia, 54,3 km.

(com Agência Brasil)

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