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Estado de Minas BEM-ESTAR

Entenda a Síndrome do Pânico, que afeta o padre Fábio de Melo

O religioso e cantor comoveu os fãs e fiéis ao revelar que sofre com esse problema emocional


postado em 25/08/2017 09:01 / atualizado em 25/08/2017 09:27

Muitos fãs e fiéis se surpreenderam com a notícia de que o padre Fábio de Melo sofre com a Síndrome do Pânico. O religioso e artista é muito ativo nas redes sociais e fez questão de deixar os seguidores cientes de sua condição. Vale lembrar que em setembro de 2016, o padre cantor ficou abalado com o suicídio de sua irmã. Mas, será que um trauma pode ser a causa da síndrome?

Não apenas Fábio de Melo sofre com o problema. Segundo pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, no Brasil, 12% da população, o que equivale a 24 milhões de pessoas, tem algum transtorno de ansiedade. Estimativas apontam que 23% dos brasileiros ainda vão sofrer com algum distúrbio relacionado à ansiedade ao longo da vida. Só a Síndrome ou Transtorno do Pânico pode afetar até seis milhões de brasileiros.

De acordo com a médica e psicanalista Soraya Hissa de Carvalho, o aumento da ansiedade patológica da vida moderna acaba provocando estados de estresse continuado. Em especial o pânico, ligado a ataques de ansiedade, também está biologicamente associado a uma disfunção dos neurotransmissores – responsáveis pela comunicação entre os neurônios –, o que acaba criando um fator agravante na sensação de medo.

A Síndrome do Pânico

É um transtorno de ansiedade que gera ataques de medo intenso. A psicanalista explica que as crises de pânico são caracterizadas como ataques agudos de ansiedade intensa, acompanhados por sintomas somáticos proeminentes: palpitações ou aceleração da frequência cardíaca; suor excessivo e sensação de falta de ar (asfixia). "Esses pacientes atribuem seus sintomas a uma doença cardíaca e a maior parte se torna assíduo frequentador de clínicas cardiológicas", comenta Soraya Hissa.

A médica explica que os portadores de pânico costumam ter tendência à preocupação excessiva com problemas do cotidiano, têm um bom nível de criatividade, excessiva necessidade de estar no controle da situação, têm expectativas altas, pensamento rígido, são competentes e confiáveis. "Essa maneira de ser acaba por predispor a pessoa a situações de estresse acentuado e isso pode levar ao aumento intenso da atividade de determinadas regiões do cérebro, desencadeando um desequilíbrio bioquímico e consequentemente o aparecimento do pânico. Existe uma perda de autoestima e da autoconfiança, com desmoralização e um quadro de depressão reativa", esclarece a especialista.

Para a psicanalista, os pacientes com a Síndrome do Pânico podem ser portadores de outros quadros emocionais associados à doença, em especial os relacionados à ansiedade e depressão. "O mais importante e mais difícil problema a ser resolvido em relação ao tratamento do pânico é, exatamente, convencer o paciente de que seu problema é emocional e que tem tratamento", completa Soraya Hissa.

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