Gilmar Mendes volta a criticar o fim das doações de empresas nas campanhas políticas

O presidente do TSE afirma que, agora, o sistema está com o 'pé quebrado'

por Encontro Digital 24/08/2017 12:27

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Nelson Jr./ASICS/TSE/Divulgação
(foto: Nelson Jr./ASICS/TSE/Divulgação)
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, voltou a defender, nesta quinta, dia 24 de agosto, as discussões em torno da volta de doações de empresas a campanhas eleitorais, argumentando que desde a sua proibição, o sistema ficou com o "pé quebrado".

Para Mendes, mesmo que aprovado um fundo público bilionário para custear as eleições, a quantia muito dificilmente seria suficiente para as campanhas, abrindo espaço para "fraudes nas doações".

A Comissão Especial de Reforma Política da Câmara dos Deputados chegou a estipular o valor de R$ 3,6 bilhões para um fundo público destinado a custear campanhas eleitorais, recuando após a repercussão negativa entre a população.

O ministro do TSE destaca que, com base em dados passados, as campanhas somente para deputados federais teriam o potencial de custar mais de R$ 5 bilhões. Para ele, as doações por empresas poderiam voltar, "desde que devidamente disciplinado e impondo limites".

"O fato é que estamos hoje com sistema imperfeito. A doação de pessoas físicas não é suficiente. Os recursos públicos também parecem não ser suficientes. O sistema hoje está de pé quebrado, é preciso encontrar uma maneira de sanar", comenta Gilmar Mendes.

Ele reitera as críticas que fez ao modelo de doações somente por pessoas físicas, que considera ser favorável a fraudes. Segundo o ministro, nas eleições municipais de 2016, as primeiras sem as doações por pessoas jurídicas, há suspeitas de fraudes nas transações de cerca de 300 mil das 730 mil pessoas que doaram.

(com Agência Brasil)

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