Não deixe de visitar o edifício Maletta, em Belo Horizonte

Edificação icônica do centro da capital mineira atrai turistas com suas lojas, bares e restaurantes com clima boêmio

por Encontro Digital 03/08/2017 14:36

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Flickr/PBH/Amira Hissa/Reprodução
O famoso ConjuntoArcângelo Maletta, no centro de Belo Horizonte, possui 319 apartamentos, 642 salas, 72 lojas e 74 sobrelojas (foto: Flickr/PBH/Amira Hissa/Reprodução)
Quem vive em Belo Horizonte pode ter ouvido falar no icônico edifício Arcângelo Maletta, situado na rua da Bahia, esquina com avenida Augusto de Lima, no centro da capital mineira. Ele é conhecido como local de boemia, e mescla, há mais de 50 anos, atividades comerciais com apartamentos residenciais, restaurantes e bares. De território democrático em tempos da ditadura a ponto de encontro entre os produtores e consumidores da arte nos dias de hoje, o Maletta continua a ser um dos mais interessantes cenários da cultura alternativa e histórica de BH.

Com 19 andares na área comercial e 31 no espaço residencial, o Maletta possui 319 apartamentos, 642 salas, 72 lojas e 74 sobrelojas. As residências somam cerca de 1,3 mil moradores e abrigam estudantes organizados em repúblicas ou famílias que compraram o imóvel à época da construção. Além do movimento dos moradores, cerca de cinco mil frequentadores circulam diariamente pelos corredores, em busca de serviços diversos que vão de sebos a escritórios de advocacia, passando por costuras e consertos de relógios e calçados.
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O prédio é cheio de lojas curiosas e sebos que guardam muitas preciosidades (foto: Flickr/PBH/Amira Hissa/Reprodução)

História

O edifício foi construído onde, em agosto de 1897, apenas quatro meses antes da inauguração de Belo Horizonte, havia sido construído o Grande Hotel. O local recebeu personalidades como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral e foi comprado pelo italiano Arcângelo Maletta, que o gerenciou de 1919 até 1953, quando veio a falecer. Com isso, o prédio foi vendido à Cia de Empreendimentos Gerais, que o demoliu em 1957 para inaugurar, em 1961, o Conjunto Arcângelo Maletta, em homenagem ao último dono do espaço.

Logo o Maletta ganhou evidência na capital. Especialmente os bares e restaurantes do conjunto, que se integraram muito bem à vida cultural da cidade. O restaurante Cantina do Lucas, aberta em 1962, foi frequentada por escritores e músicos como Murilo Rubião, Nivaldo Ornelas, Wagner Tiso e Milton Nascimento. Ele é tombado como patrimônio cultural de BH e um de seus funcionários, Olympio Perez Munhoz, conhecido como "seu Olympio", foi imortalizado no Guinness Book, o livro de recordes, por ser o garçom que permaneceu por mais tempo em atividade no Brasil.
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O restaurante Cantina do Lucas é um dos principais points do Maletta e já foi frequentado por muitos artistas brasileiros (foto: Flickr/PBH/Amira Hissa/Reprodução)

Nas décadas de 1960 e 1980, o edifício reuniu escritores, jornalistas, intelectuais, atores e estudantes. Nos anos 1990, passou a ser alvo de "turismo de ocasião", recebendo visitas de casais da periferia, figuras boêmias e viajantes. Desde então, o movimento dentro do Maletta se tornou peculiar: durante o dia, lojas e restaurantes oferecem serviços cotidianos; à noite, os bares predominam.

Em 2010, o famigerado prédio ganhou novo fôlego com a abertura de bares e restaurantes no segundo andar.
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(foto: Flickr/PBH/Amira Hissa/Reprodução)

(com assessoria de comunicação da PBH)

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