Safra de grãos será ainda maior no Brasil

Segundo o IBGE, a estimativa é que a produção de 2017 será 31% maior do que a de 2016

por Encontro Digital 10/08/2017 14:39

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(foto: Pixabay)
A estimativa de julho para a safra nacional de grãos é de novo recorde. Ela indica que a produção total de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir este ano 242,1 milhões de toneladas, com alta de 31,1% em relação a 2016 e de 0,7% na comparação com o prognóstico de junho.

Os números integram o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola divulgado nesta quinta, dia 10 de agosto, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados sinalizam que, em comparação com junho, as projeções da produção aumentaram 1,8 milhão de tonelada. Em 2016, a safra atingiu 184,7 milhões de toneladas, o que representa 57,4 milhões de toneladas a menos do que este ano.

A estimativa da área a ser colhida subiu 7,1% frente ao total de 2016, passando dos 57,1 milhões de hectares do ano passado para 61,1 milhões. São esperados recordes na produção da soja (115 milhões de toneladas) e de milho (99,4 milhões de toneladas).

A produção de arroz, milho e soja, os três principais produtos da safra, representa este ano 93,6% da estimativa e 87,9% da área a ser colhida. Em relação a 2016, houve acréscimos de 2,3% na área a ser colhida de soja, de 18,4% na de milho e 4% na de arroz. Já a produção da soja subiu 19,7%, do arroz 16,3% e a do milho 56,1%.

Impacto positivo

O resultado da agricultura brasileira este ano, segundo Carlos Antonio Barradas, pesquisador do IBGE, "traz impactos econômicos positivos interna e externamente para o país". Conforme o especialista, "os aumentos nas produções de arroz, feijão, cebola e batata são importantes fatores para conter o índice de inflação".

Ressalta, ainda, que o aumento na produção da soja, milho, café e laranja também é importante na medida em que esses produtos pautam as exportações brasileiras e, indiretamente, têm impacto em outras produções. "É o caso da soja e do milho, cujas safras recordes contribuem para redução dos custos na produção da carne suína e de frangos, outros produtos importantes na pauta das exportações brasileiras", destaca o pesquisador do IBGE.

Para Carlos Barradas, "o aumento da oferta de alimentos para consumo interno e para a exportação deve contribuir para a redução da inflação, bem como elevar as receitas brasileiras com a exportação do agronegócio".

(com Agência Brasil)

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