Brasil assina tratado internacional que impede a construção de armas nucleares

A expectativa é que 50 países ratifiquem o pacto que impede a proliferação dessas bombas

por Encontro Digital 20/09/2017 11:53

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O Brasil assinou nesta quarta, dia 20 de setembro, o Tratado para Proibição de Armas Nucleares na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA). O presidente Michel Temer foi o primeiro a assinar o texto, seguido por líderes de 42 países. Ao longo do dia, mais oito países devem firmar o acordo. O documento impede que os estados-parte desenvolvam, testem, produzam, adquiram, tenham ou estoquem armas nucleares ou qualquer outro dispositivo nuclear explosivo.

A conferência para negociar o texto foi proposta pelo Brasil, pela África do Sul, pela Áustria, pela Irlanda, pelo México e pela Nigéria no fim de 2016. O tratado obriga os estados-parte a não participar ou permitir atividades relacionadas ao uso e também ao desenvolvimento de armas nucleares. O texto do tratado foi acordado no dia 7 de julho deste ano. Depois da assinatura, é necessário que cada país que tenha assinado o texto faça a ratificação, e o acordo só passa a valer depois que 50 países tiverem passado por todo o processo.

O embaixador Sergio Duarte, ex-alto representante da ONU para Assuntos de Desarmamento e atual presidente da Organização internacional sobre Relações internacionais Pugwash, diz que o tratado inibe a última categoria de arma de destruição em massa que não estava proibida: "armas químicas e armas biológicas já estão proibidas por tratados internacionais, esse tratado cuida da terceira e última categoria, a arma nuclear, que é a mais cruel e a mais indiscriminada de todas as três". As armas biológicas foram proibidas em 1972, e as químicas, em 1993.

Para o ministro das Relações Exteriores da Áustria, Sebastian Kurz, apesar de muitos argumentarem que as armas nucleares são indispensáveis para a segurança nacional, essa ideia é falsa: "o novo tratado oferece uma alternativa real para a segurança: um mundo sem armas nucleares, em que todos estarão mais seguros, onde ninguém precisa ter armas nucleares".

Durante o discurso da assinatura do tratado, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, lembrou as vítimas de Hiroshima e Nagasaki. Estima-se que existam cerca de 15 mil ogivas no mundo, mais de 4 mil em estado operacional. Os gastos de potências nucleares com a manutenção e modernização dos seus arsenais é de cerca de US$ 100 bilhões.

(com Agência Brasil)

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