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Estado de Minas SAúDE

Grande maioria das mulheres terá infecção urinária em algum momento da vida

Causada principalmente pela bactéria E. coli, a cistite pode ser prevenida e o consumo de cranberry ajuda bastante


postado em 05/09/2017 11:45

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo, cerca de 80% das mulheres serão acometidas por infecções do trato urinário ou cistites ao menos uma vez na vida. Cerca de 20 a 30% das pessoas ainda terão cistites recorrentes, caracterizada pela presença de dois ou mais episódios de infecções em seis meses, ou três ou mais episódios num ano.

Apesar de os homens também serem atingidos, a população feminina tem maior predisposição, o que é explicado pelas diferenças anatômicas entre os gêneros. "Nas mulheres, o canal da uretra, por onde sai a urina, mede cerca de 5 cm, enquanto nos homens, ele pode chegar a 22 cm", diz a ginecologista Daniela Gouveia.

Essa diferença faz com que as bactérias percorram um caminho muito mais curto para alcançar a bexiga das mulheres, causando cistite, forma pela qual as infecções do trato urinário são conhecidas.

Os principais sintomas do problema são sensação de ardência ao urinar e dor em baixo ventre; urinar em pequenas quantidades e várias vezes ao dia; alteração na cor, que pode se tornar escura, turva ou rosada devido à presença de sangue, além de apresentar forte odor.

A bactéria Escherichia coli (E. coli) é a principal causadora da cistite. Recentemente, este micro-organismo foi incluído na lista da Organização Mundial de Saúde (OMS) que traz os agentes patogênicos prioritários resistentes a antibióticos. Responsável por 80% das infecções urinárias em adultos, segundo estudos brasileiros e internacionais, a E. coli é considerada o principal agente causador deste tipo de doença.

Cranberry: aliado contra as cistites

Embora os antibióticos sejam necessários para o tratamento desse tipo de infecção, principalmente em casos mais complicados, eles devem ser utilizados apenas sob recomendação médica. Ultimamente, os profissionais da Medicina estão buscando tratamentos alternativos para tentar evitar o uso abusivo desse tipo de  medicamento.

Como mostra a médica Daniela Gouveia, a melhor maneira de lidar com essas infecções é a prevenção. "Desenvolver hábitos como ingerir a quantidade indicada de líquido; não segurar a urina; tratar distúrbios intestinais; e urinar antes e após relações sexuais evitam a recorrência do problema", comenta a especialista.

Uma alternativa no tratamento das cistites é o extrato de cranberry ou oxicoco. Nativa da América do Norte, a pequena fruta possui proantocianidinas do tipo A, substâncias únicas na natureza com grande potencial antioxidante e reconhecidas pelas propriedades antiadesivas, que evitam a fixação de bactérias nas paredes do trato urinário e bloqueiam a capacidade de infectar a mucosa desta região.

"Esse mecanismo de ação tem se mostrado eficaz como coadjuvante do antibiótico, potencializando a sua ação, e principalmente como primeira opção na prevenção das infecções urinárias recorrentes, em que já não se tem sucesso com o tratamento convencional", afirma Daniela.

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