Você já ouviu falar no 'Stonehenge brasileiro'?

Assim como o famoso ponto turístico da Inglaterra, o círculo de pedras do Brasil é antigo e intrigante

por Marcelo Fraga 18/09/2017 08:51

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Mariana Cabral/IEPA/Divulgação e Pixabay
Apesar de possuírem milhares de anos de diferença, o "Stonehenge brasileiro" (acima) e seu famoso "irmão" inglês teriam sido construídos para observações de fenômenos astronômicos (foto: Mariana Cabral/IEPA/Divulgação e Pixabay)
Se você não o conhece pelo nome, provavelmente, já deve ter visto alguma imagem dele: Stonehenge, o emblemático círculo de pedras pré-histórico localizado na região sul da Inglaterra. Ele é um dos pontos turísticos mais  famosos e visitados do mundo. Segundo o English Heritage – órgão do governo inglês responsável pelo patrimônio histórico –, mais de um milhão de turistas visitam, anualmente, o curioso monumento.

A fama de Stonehenge é justificada por ser uma construção tão antiga quanto a pirâmide de Quéops, no Egito, e, sobretudo, por seus mistérios. Historiadores estimam que o círculo de pedras começou a ser construído por volta do ano 3.000 a.C., ou seja, possui mais de cinco mil anos. Enquanto alguns pesquisadores afirmam que o local foi construído pelos povos que ali viviam no período neolítico, com intuito astronômico, outros estudiosos sustentam a tese de que o monumento seria, na verdade, o que restou de um antigo templo religioso. Há, ainda, aqueles que acreditam que o local era utilizado por alienígenas.

Mas, não só a terra da rainha possui um círculo de pedras antigo e intrigante. No Brasil, o sítio arqueológico de Rego Grande, na cidade de Calçoene, no interior do estado do Amapá, é quase desconhecido e, consequentemente, menos visitado, mas abriga um monumento comparável ao ponto turístico inglês. Chamado de "Stonehenge brasileiro" ou "Stonehenge da Amazônia", ele também é composto por pedras dispostas circularmente e que foram colocadas lá há cerca de 1,1 mil anos. Existe outra coincidência entre os dois círculos: de acordo com pesquisadores brasileiros, o monumento amazônico, assim como o britânico, possivelmente era utilizado em rituais pelos povos da antiguidade – no nosso caso, por indígenas.

Descoberta

De acordo com uma reportagem publicada pela Agência Fapesp, o sítio arqueológico de Rego Grande foi descoberto no final do século XIX, pelo zoólogo suíço Emílio Goeldi, durante uma expedição ao rio Cunami, localizado na região norte do estado do Amapá. Em seguida, ainda de acordo com a matéria, outros cientistas visitaram o local até meados de 1950. Depois disso, o monumento acabou "esquecido pela ciência".

Celebração

Os cientistas que analisaram o "Stonehenge brasileiro" descobriram que os indígenas construíram o círculo de pedras para celebrar o solstício de Verão, que, no Brasil, ocorre na segunda metade do mês de dezembro. Para esses povos, "o período marcado por chuvas abundantes significava, também, uma época de fartura de alimentos na natureza", de acordo com o arqueólogo João Saldanha, representante do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá, em entrevista ao portal de notícias Uol.

Cemitério

Outra função do "Stonehenge" do Amapá seria a de abrigar corpos de membros das tribos que morriam. De acordo com as informações da Agência Fapesp, escavações arqueológicas realizadas no local revelaram objetos de cerâmica que, possivelmente, eram utilizados como urnas funerárias.

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