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Estado de Minas AGRICULTURA

Anvisa decide proibir o carbofurano no Brasil

A agência entendeu que o pesticida causa danos aos seres humanos, ao contaminar alimentos e água


postado em 16/10/2017 10:55 / atualizado em 16/10/2017 11:22

Em audiência pública realziada na terça-feira, dia 10 de outubro, a Diretoria Colegiada da Anvisa (Dicol) finalizou a reavaliação toxicológica do agrotóxico carbofurano, que foi iniciada em 2008 e, desde então, vinha sendo estudada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e discutida com a sociedade. A deliberação da Dicol foi pelo banimento do produto, que é muito usado no plantio de banana, café e cana-de-açúcar. Os agricultores destas variedades terão seis meses para se adaptarem.

O carbofurano é um inseticida, cupinicida, acaricida e nematicida com uso agrícola para aplicação em diversas hortaliças, frutas e grãos. Segundo a Anvisa, o modo de ação do pesticida agrícola não é espécie-específico, ou seja, afeta também espécies que não são alvo, incluindo os seres humanos.

Após a publicação da resolução da Dicol, ficarão proibidos imediatamente todos os usos do carbofurano, exceto para as culturas de banana, café e cana-de-açúcar, que terão um período de descontinuação de seis meses. Neste caso, a produção, a importação e a comercialização de produtos à base do ingrediente ativo ficam proibidas após três meses, contados da data de publicação da resolução.

Depois das análises realizadas, a Anvisa entendeu que o uso regular de carbofurano resulta em níveis de resíduos em alimentos – e principalmente na água – que representam risco agudo à população brasileira, devido aos efeitos neurotóxicos, com potencial de causar toxicidade para o desenvolvimento de seres humanos – incluindo efeitos teratogênicos (nos fetos) funcionais e comportamentais. Essas características se enquadram nos critérios proibitivos da Lei 7802/1989, conhecida como a Lei dos Agrotóxicos, além da Lei 9782/1999, que regulamenta a Anvisa.

O risco do carbofurano à saúde da população, a partir da exposição pela alimentação e pela água, também foi o motivo da proibição desse pesticida no Canadá, nos Estados Unidos e na Europa, entre outros países.

(com portal da Anvisa)

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