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Estado de Minas BRASIL

Banco Central cria campanha para incentivar o uso consciente do cartão de crédito

O BC trabalhou junto com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços


postado em 19/10/2017 14:42

O Banco Central (BC) e a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) lançaram nesta quinta, dia 19 de outubro, uma campanha para estimular o uso consciente do cartão de crédito. A ação prevê a divulgação de nove vídeos educativos sobre o uso do "dinheiro eletrônico", além de publicações nas redes sociais com o tema Se Passar o Cartão, Não Passe dos Limites.

A campanha, que será veiculada exclusivamente na internet, vai custar R$ 150 mil ao BC e R$ 200 mil à Abecs.

Segundo Isaac Sidney, diretor de Relacionamento Institucional e Cidadania do Banco Central, os brasileiros têm cada vez mais acesso a produtos e serviços financeiros, mas é preciso garantir informação de qualidade, educação financeira e proteção aos direitos dos cidadãos. "Por exemplo, na última pesquisa realizada pela Abecs e pelo Instituto Datafolha, 21% dos entrevistados afirmaram que a última fatura está acima do que podem pagar. Podemos perceber que há espaço para ações de conscientização e de educação financeira", comenta o gestor.

De acordo com as duas instituições, o foco da campanha são as classes D e E, que, segundo a pesquisa, têm maior dificuldade para pagar a fatura do cartão de crédito. "Desses 21% que acreditam que suas faturas são altas para suas possibilidades, 33% pertencem às classes D e E. Vejam que a falta de educação financeira penaliza de forma mais intensa as camadas mais vulneráveis da população", afirma Isaac Sidney.

Ainda conforme o diretor, do total de 250 mil reclamações de cidadãos recebidas pelo BC este ano, cerca de 10% referem-se a cartão de crédito. Ele lembra que o Banco Central adotou outras medidas, recentemente, para reduzir o custo do crédito e melhorar a educação financeira, como a compatibilidade das máquinas de cobrança com todas as bandeiras de cartão; a autorização para diferenciação de preços por instrumento de pagamento; e as novas regras do rotativo do cartão de crédito – quando o consumidor paga menos que o valor integral da fatura. Com vigência desde abril deste ano, a medida determinou que os saldos das faturas só podem ser financiados de forma rotativa até o vencimento da fatura seguinte. Depois disso, o saldo deve ser parcelado.

O objetivo da medida, segundo o BC, era reduzir a taxa de juros do rotativo, a mais alta entre as modalidades para as pessoas físicas nos bancos. A instituição afirma que a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito para quem paga pelo menos o valor mínimo da fatura chegou a 221,4% ao ano em agosto. A taxa cobrada dos consumidores que não pagaram ou atrasaram o pagamento do mínimo ficou 506,1% ao ano. Com isso, a taxa média da modalidade de crédito chegou a 397,4% ao ano.

(com Agência Brasil)

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