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Estado de Minas SAúDE

Cuidado com a Síndrome do Túnel do Carpo

Ações repetitivas com as mãos, como a digitação, são a principal causa do problema entre a mão e o punho


postado em 04/10/2017 13:59 / atualizado em 04/10/2017 14:12

Usados durante o dia quase todo, a mão e o punho apresentam uma variedade de funções e, por serem muito demandados, podem sofrer problemas que afetam a rotina do paciente. Uma doença resultante do trabalho repetitivo desses membros é a Síndrome do Túnel do Carpo, segundo a fisioterapeuta carioca Ana Gil.

"A síndrome é sinalizada por dor, dormência e formigamento na mão causado por compressão de um nervo [no canal do carpo] no punho, podendo os sintomas irradiarem também para o antebraço e o braço. Ela é comum em músicos, digitadores, escritores, costureiras e qualquer pessoa que trabalha com atividades manuais e que repetem os mesmos movimentos das mãos e punhos. Digitar em um teclado de computador é provavelmente a causa mais comum desta síndrome", esclarece a especialista.

Ana Gil ressalta que a principal causa da Síndrome do Túnel do Carpo é a Doença Ocupacional Relacionada ao Trabalho (DORT), gerada por movimentos repetitivos, como digitar ou tocar instrumentos musicais. Existem também outras causas: traumáticas, provenientes de quedas e fraturas; inflamatórias, como a artrite reumatoide; hormonais, ligadas à gravidez e à menopausa; decorrentes do diabetes mellitus; e geradas por medicamentos. Além disso, alguns tipos de tumores podem levar ao surgimento da síndrome.

A dor na região do punho, normalmente, é pior à noite, podendo ser tão intensa que chega a acordar a pessoa. "Em alguns casos, pode vir associada de irradiação, que chega ao braço e ao ombro. A flexão intensa dos punhos tende a piorar os sintomas de dormência e dor", completa a fisioterapeuta.

O tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo é feito essencialmente por meio da fisioterapia, podendo incluir repouso, uso de gelo e talas para o punho, injeções de cortisona ou cirurgia. "Exercícios de alongamento terapêutico podem melhorar a flexibilidade e a condição física, restaurando a função e a qualidade de vida", comenta Ana Gil.

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