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Estado de Minas MEIO-AMBIENTE

Emissões de dióxido de carbono bateram recorde em 2016

Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o excesso de CO² na atmosfera pode causar um aumento perigoso da temperatura


postado em 30/10/2017 16:35

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão vinculado às Nações Unidas, anunciou nesta segunda, dia 30 de outubro, que as concentrações de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera atingiram um nível recorde em 2016. Esse gás é o grande responsável pelo aquecimento global e a OMM alerta para um possível "aumento perigoso da temperatura".

"A última vez em que a Terra registou um nível de dióxido de carbono igual a esse foi há três ou cinco milhões de anos: a temperatura era 2º a 3º C mais elevada e o nível do mar era superior em 10 a 20 m em relação ao que temos hoje", informa a agência da ONU, em seu boletim anual sobre os gases do efeito de estufa.

Segundo a OMM, o crescimento vertiginoso do nível de CO² deve-se à "ação da atividade humana somada ao fenômeno metereológico El Niño" – que eleva a temperatura do oceano Pacífico a cada quatro ou cinco anos, provocando secas ou excesso de chuvas.

A quantidade de dióxido de carbono liberado na atmosfera "era de 400 partes por milhão [ppm] em 2015" e, em 2016, chegou a 403,3 ppm, o que representa um crescimento de "cerca de 145% do que se registava na época pré-industrial [antes de 1750]", conforme o relatório divulgado pela OMM em Genebra, na Suíça.

Os pesquisadores analisam as calotas de gelo das regiões polares para determinar as variações de CO² na atmosfera da Terra ao longo dos anos. "Se não forem reduzidas drásticamente as emissões de gases do efeito de estufa, caminharemos para um aumento perigoso da temperatura global até o final do século, muito acima da meta fixada no Acordo de Paris", alerta Peterri Taalas, secretário-geral da OMM.

Vale lembrar que o Acordo de Paris, assinado em dezembro de 2015 durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, traz como uma de suas metas o compromisso dos países signatários de manter o aumento da temperatura média global em menos de 2º C até 2020 – por meio da redução da emissão de dióxido de carbono.

Caso isso não seja feito, Peterri Taalas afirma que "as gerações futuras vão herdar um planeta muito menos hospitaleiro".

(com Agência Lusa)

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