Excesso de pele em ex-obesos pode ser tratado com cirurgias específicas

Abdominoplastia e braquioplastia são dois exemplos de procedimentos para retirar a 'pele extra'

por Da redação com assessorias 13/10/2017 15:09

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YouTube/Quilos Mortais/Reprodução
Casos de excesso de pele em ex-obesos como os apresentados pelo programa Emagreci, e Agora?, do canal TLC, podem ser resolvidos com cirurgias estéticas (foto: YouTube/Quilos Mortais/Reprodução)
Segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, nos últimos 10 anos, a prevalência da obesidade no Brasil aumentou em 60%, passando de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. O excesso de peso também subiu de 42,6% para 53,8% no período. De acordo com o ministério, um em cada cinco brasileiros estão obesos.

Segundo o cirurgião plástico Rodrigo Credidio, para comportar o grande aumento de peso, geralmente por excesso de acúmulo de tecido adiposo, a pele estica para envolver o volume adquirido. Mas, quando ocorre um emagrecimento significativo, a pele não volta mais ao normal pelo fato de ultrapassar o limite da capacidade elástica da mesma. "A única maneira de remover o excesso de pele para parâmetros da normalidade seria por meio de cirurgia plástica", esclarece o especialista.

O cirurgião cita os principais procedimentos recomendados para eliminar o excesso de pele em ex-obesos: abdominoplastia; braquioplastia; lifting das coxas (cruroplastia); lifting da face e pescoço (ritidoplastia); gluteoplastia e dorsoplastia. Estas intervenções cirúrgicas voltaram a chamar atenção com o programa Emagreci, e Agora?, exibido pelo canal de TV por assinatura, TLC. São casos de americanos que perderam dezenas de quilos e enfrentaram o problema do excesso de pele.

Rodrigo Credidio explica que as cirurgias são indicadas para todos os casos em que houve perdas consideráveis de peso e, consequentemente, a pessoa ficou com excesso de pele em uma ou mais partes do corpo. "Em caso de perda ponderal por cirurgia bariátrica, a abordagem plástica deve ser realizada somente após 18 meses da cirurgia ou com seis meses de estabilidade do peso", diz o cirurgião.

Credidio lembra que muitos pacientes temem essas cirurgias corretivas devido à dificuldade de cicatrização, além de distúrbios da coagulação causados pelo estado de desnutrição. "Este último pode acontecer devido à síndrome disabsortiva nos casos de indivíduos pós-bariátricos, que apresentam estado de saúde dentro dos níveis aceitáveis para a realização da cirurgia plástica", afirma o cirurgião plástico.

Cuidados

Para quem é ex-obeso e quer realizar uma das cirurgias de correção do excesso de pele, Rodrigo afirma que o principal cuidado antes e após os procedimentos é providenciar um risco cirúrgico constando condições para que o paciente seja submetido ao procedimento, assim como escolher um profissional devidamente qualificado para a realização da cirurgia.

O especialista esclarece que o melhor momento para buscar ajuda especializada é quando ainda não houve danos irreversíveis, ou seja, quando a única solução é a intervenção cirúrgica. Ele ainda destaca que a prevenção sempre é o melhor caminho para qualquer assunto relacionado à saúde, estética e bem-estar. "Se um indivíduo apresenta sobrepeso, já é o limite para procurar ajuda profissional. Já que, além desse limite, será necessária uma equipe multidisciplinar para reparar os danos causados pela obesidade", afirma o médico.

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