Publicidade

Estado de Minas VEíCULOS

Nissan divulga a nova picape Frontier dando aula de história do Brasil

Montadora japonesa convidou jornalistas a participarem de uma expedição a sítios arqueológicos de Minas Gerais


postado em 05/10/2017 13:34 / atualizado em 05/10/2017 13:34

Desbravar o Brasil que poucos conhecem é o projeto Expedição Nissan: À Procura do Início do Brasil que a Nissan deu início no final de setembro. A bordo de 14 unidades da picape Frontier, jornalistas convidados pela montadora japonesa participaram da primeira fase da iniciativa. Guiados pela arqueóloga Alenice Baeta, professora da UFMG, pesquisadora há mais de 30 anos de pinturas e gravuras rupestres, a expedição visitou os principais sítios arqueológicos na região de Pedro Leopoldo, Lagoa Santa, Matozinhos e Serra do Cipó, em Minas Gerais, apreciando os desenhos rupestres e aprendendo a arte que os antigos habitantes do local deixaram gravada nas encostas dos paredões de rocha da região há mais de mil anos. Algumas chegam a ter 12 mil anos. Uma iniciativa inédita que promete contribuir pela preservação e divulgação de um lado bem pouco conhecido de nossa história.

O comboio de picapes Frontier entrou na "máquina do tempo" percorrendo estradas e caminhos off road da região da Serra do Cipó e do parque estadual do Sumidouro. Nos próximos meses será a vez de outros estados do Brasil, como Piauí, onde também se encontra um rico e antiquíssimo acervo de artes rupestres.

"Acreditamos que existem pontos importantes de nossa história, e o trabalho de muitos brasileiros, que são pouco conhecidos da população. Por isso, decidimos iniciar expedições temáticas para levar convidados e jornalistas a ver de perto toda a riqueza da história do Brasil e ajudar a divulgá-la. Poderíamos mostrar nossos produtos de outra maneira, mas acreditamos que podemos fazer isso também realmente apoiando a nossa cultura", comenta Rogério Louro, diretor de Comunicação Corporativa da Nissan do Brasil, idealizador desse projeto.

Além das belezas naturais, a expedição da Nissan Frontier pode conferir o rico acervo de pinturas rupestres na região de Pedro Leopoldo, em Lagoa Santa, em Matozinhos e na Serra do Cipó(foto: Nissan do Brasil/Divulgação)
Além das belezas naturais, a expedição da Nissan Frontier pode conferir o rico acervo de pinturas rupestres na região de Pedro Leopoldo, em Lagoa Santa, em Matozinhos e na Serra do Cipó (foto: Nissan do Brasil/Divulgação)

Descobertas de Lund

No primeiro dia os aventureiros da expedição conheceram detalhes do crânio da Luzia, no sítio arqueológico da Lapa Vermelha. Trata-se do fóssil humano (Homo sapiens) mais antigo encontrado na América – a estimativa é que tenha entre 12,5 mil e 13 mil anos. O fóssil pertenceu a uma mulher de cerca de 20 anos de idade, segundo pesquisas. O nome foi dado pelo biólogo Walter Alves Neves. O crânio está no Museu Nacional do Rio de Janeiro.

O fóssil foi encontrado no início da década de 1970 por uma missão arqueológica franco-brasileira, que escavou na Lapa Vermelha, em uma gruta famosa pelos trabalhos do cientista Peter Lund (que dá nome ao museu do parque estadual do Sumidouro), que descobriu, entre 1835 e 1845, milhares de fósseis de animais extintos, além de 31 crânios humanos em estado fóssil.

A atividade seguinte foi o plantio de mudas de Ipê Amarelo no Abrigo da Samambaia. A frota de Nissan Frontier seguiu então para a trilha do Sumidouro, no município de Pedro Leopoldo.  Em seguida, visitaram o paredão da Lapa do Sumidouro, que possui pinturas rupestres de milhares de anos. As atividades do primeiro dia terminaram na Casa Fernão Dias, patrimônio cultural tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) onde é contada a história do bandeirante, que por alguns anos se instalou na região.
(foto: Nissan do Brasil/Divulgação)
(foto: Nissan do Brasil/Divulgação)

Melhorias

Na primeira etapa do projeto, a Nissan contribuiu para melhorar a visitação no parque estadual do Sumidouro, patrocinando a reforma do deck e de trilhas de acesso ao sítio arqueológico da Lapa do Sumidouro, de forma a permitir que visitantes tenham acesso mais próximo ao paredão de inscrições arqueológicas deixadas no local pelos primeiros habitantes do Brasil. O parque foi criado em 2006 e possui mais de dois mil hectares, abrigando 157 sítios arqueológicos e 35 grutas. A manutenção e conservação deste patrimônio histórico e natural é uma tarefa árdua devido à escassez de verbas para a realização do trabalho e à ação de vandalismo, o que motivou a proibição de visitação em alguns pontos, explica Rogério Tavares de Oliveira, gerente técnico da área de conservação. Ele ressalta a importância do incentivo e da contribuição da Nissan na reforma do parque, esperando que isso sirva de exemplo para outras inciativas da iniciativa privada.

Dias seguintes

No segundo dia de aventuras, a caravana teve sua primeira parada no Sítio Lapa da Sucupira. Localizada às margens do rio Parauninha, no vale do rio Cipó, a área é repleta de inscrições rupestres com mais de oito mil anos. As pinturas retratam animais, desenhos geométricos e figuras humanas. A frota de picapes da Nissan seguiu então para a Cachoeira do Lajeado, às margens da rodovia MG-010. O dia terminou com os aventureiros assistindo ao por do sol no Mirante do Juquinha, um dos pontos emblemáticos da Serra do Cipó.
(foto: Nissan do Brasil/Divulgação)
(foto: Nissan do Brasil/Divulgação)

No terceiro e último dia de expedição, a caravana seguiu para o parque estadual Cerca Grande, no munícipio de Matozinhos onde se localiza a Vargem da Pedra, que tem ao centro uma enorme rocha (lapa) com dezenas de pinturas rupestres em suas paredes, identificadas pela professora Alecine Baeta como trabalhos de arte de grupos humanos de várias origens, que naquelas rochas deixaram suas marcas de desenhos há mais de seis mil anos. A área de conservação possui a visitação restrita a estudiosos e pesquisadores.

Para chegar aos destinos de cada etapa, o grupo de expedicionários conduziu a nova Nissan Frontier, modelo que começou a ser vendido no mercado brasileiro em março deste ano. A peça-chave da 12ª geração da picape é a estrutura ainda mais resistente, com um chassi reforçado, que é ao mesmo tempo mais leve e quatro vezes mais forte. Com oito barras transversais, conta com um outro chassi sobreposto por dentro com soldas contínuas, chamado de duplo "C".

Além da maior força, a nova Frontier traz uma combinação de tecnologias voltadas para o desempenho no "fora de estrada" (off-road) e uma condução confortável. Entre os itens inéditos para o modelo vale ressaltar o Controle Automático de Descida (HDC) e o Sistema de Auxílio de Partida em Rampa (HSA). A picape está disponível na versão cabine dupla com tração 4x4 e é equipada com o novo motor diesel 2.3 com duplo turbo.

Os comentários não representam a opinião da revista e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade